24/Jul/2026
O Fundo Monetário Internacional (FMI) avaliou que o sistema financeiro brasileiro apresenta elevada capacidade de resistência a choques adversos, apesar do nível de interconexão entre instituições e da exposição ao mercado de títulos soberanos. A conclusão consta no Programa de Avaliação do Setor Financeiro (FSAP). Os riscos de liquidez do sistema financeiro brasileiro permanecem administráveis, enquanto a estrutura segue amplamente resiliente diante de possíveis instabilidades econômicas e financeiras. O sistema financeiro nacional continua concentrado no segmento bancário, com dois dos seis maiores bancos do País sob controle estatal.
Ao mesmo tempo, o avanço tecnológico impulsionou a entrada de instituições digitais e ampliou a concorrência na oferta de serviços financeiros. O FMI apontou crescimento significativo dos mercados financeiros brasileiros desde a avaliação anterior, realizada em 2018, com expansão dos mercados de títulos corporativos e derivativos, desenvolvimento inicial do mercado de crédito estruturado e aumento da participação do varejo nas operações financeiras. Na área de tecnologia, as autoridades brasileiras possuem estrutura adequada de supervisão de cibersegurança diante do processo acelerado de digitalização do sistema financeiro. Entretanto, há pontos de atenção relacionados à supervisão de criptoativos.
O FSAP foi concluído em 30 de junho de 2026, após reuniões do FMI com representantes do Banco Central (BC), Ministério da Fazenda, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Superintendência de Seguros Privados (Susep), outros órgãos governamentais e entidades do setor privado, incluindo B3, BSM Supervisão de Mercados, Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Associação Brasileira de Bancos (ABBC), bancos, seguradoras e gestores de ativos. O Banco Central informou que a avaliação do FMI reconhece os avanços registrados no funcionamento do Sistema Financeiro Nacional (SFN) desde a última análise realizada em 2018, destacando a evolução institucional e regulatória do setor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.