24/Jul/2026
O governo do Irã reiterou sua doutrina de defesa baseada no princípio de reciprocidade e informou que qualquer ataque contra o território ou a infraestrutura do país será respondido de forma considerada firme e decisiva. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, além dos autores diretos de eventuais agressões, também poderão ser considerados alvos aqueles que prestarem qualquer tipo de apoio às ações militares contra o país. No âmbito diplomático, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores classificou como inadequada a audiência realizada no Congresso dos Estados Unidos com o secretário da Guerra, Pete Hegseth, avaliando que o debate não abordou os impactos humanitários decorrentes do conflito.
Em reunião com 25 embaixadores e encarregados de negócios de países europeus, o vice-ministro das Relações Exteriores e negociador iraniano, Kazem Gharibabadi, sustentou que a continuidade do conflito não produz ganhos estratégicos para os Estados Unidos e amplia os riscos para a paz e a segurança regional e global. O representante iraniano também defendeu que os países europeus reforcem o compromisso com a Carta das Nações Unidas e com o direito internacional, condenando ações militares contra o Irã. O governo iraniano também advertiu que países que disponibilizarem bases militares ou seus territórios para apoiar operações contra o Irã poderão ser considerados participantes da agressão, ampliando o alcance das possíveis medidas de retaliação previstas pela doutrina de defesa do país. Na esfera militar, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou que a rota localizada ao sul do Estreito de Ormuz estaria minada e alertou empresas de navegação sobre os riscos de utilização da região.
A declaração reforça o aumento das tensões em uma das principais rotas globais de transporte de petróleo e derivados, elevando as preocupações quanto à segurança da navegação e aos potenciais impactos sobre o comércio internacional de energia. Ainda, os Houthis do Iêmen, aliados ao regime do Irã, reivindicaram o ataque contra dois petroleiros como parte do bloqueio naval imposto à Arábia Saudita no Mar Vermelho. Os navios tinham bandeira saudita. A ofensiva foi realizada com mísseis e drones e atingiu as embarcações identificadas como Encelia e Layla, segundo comunicado dos Houthis. A agência de notícias estatal saudita SPA informou que o petroleiro Encelia foi atingido, o que provocou um incêndio. Já a ofensiva contra o Layla não foi confirmada. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.