23/Jul/2026
O dólar encerrou a sessão desta quarta-feira (22/07) em queda pelo terceiro pregão consecutivo, favorecido pelo desempenho positivo do mercado acionário brasileiro e pela desvalorização da moeda norte-americana frente a outras divisas de países emergentes. A moeda norte-americana fechou a R$ 5,05, com recuo de 0,42%, menor valor de fechamento desde 2 de junho. No acumulado de 2026, a desvalorização do dólar frente ao Real chega a 7,95%. O movimento foi acompanhado pela forte valorização do mercado acionário doméstico, com o Ibovespa superando os 177 mil pontos, impulsionado principalmente pelo avanço das ações de grandes empresas, entre elas Vale e Petrobras, tradicionalmente concentradoras de fluxo de investidores estrangeiros.
Ao longo da sessão, o dólar atingiu máxima de R$ 5,08 nas primeiras horas de negociação, antes da abertura da bolsa, mas passou a recuar com a intensificação do fluxo para ativos brasileiros, registrando mínima de R$ 5,04. No cenário internacional, o dólar também perdeu força frente a outras moedas de economias emergentes, como rand sul-africano, peso colombiano e peso mexicano, além de recuar diante do euro e da cesta das principais moedas globais. O ambiente externo permaneceu marcado por elevada tensão geopolítica. O conflito entre Estados Unidos e Irã continuou afetando o transporte marítimo de petróleo e gás no Oriente Médio, com restrições tanto no Estreito de Ormuz quanto na região do Mar Vermelho. Autoridades iranianas reforçaram o discurso de que o país poderá restringir o comércio regional de petróleo caso permaneça impedido de exportar sua própria produção.
Na agenda doméstica, entrou em vigor a tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros. Apesar do potencial impacto sobre o fluxo comercial, o governo brasileiro manteve a estratégia de priorizar as negociações diplomáticas e anunciou nova etapa do Programa Brasil Soberano, com R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento destinadas às empresas afetadas pelas medidas tarifárias norte-americanas. O Banco Central deu continuidade ao programa de rolagem dos contratos de swap cambial com a venda de 50 mil contratos. A autoridade monetária também informou que o fluxo cambial brasileiro permaneceu positivo em US$ 189 milhões até 17 de julho. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.