22/Jul/2026
O governo brasileiro se prepara para receber já a partir desta quarta-feira (22/07) uma nova tarifa de 12,5% dos Estados Unidos sobre produtos importados. O anúncio pode vir até a sexta-feira (24/07), quando se encerra a investigação sobre a importação de bens manufaturados com trabalho análogo à escravidão. Desta vez, a sobretaxa não é específica para o Brasil, segundo país mais afetado pelo tarifaço do presidente norte-americano, Donald Trump, iniciado em abril do ano passado. O representante comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, afirmou que os Estados Unidos anunciarão a decisão "em breve" e que ela atingirá 60 países. Para alguns países afetados, porém, a taxa deve ser levemente menor, de 10%.
Para o governo brasileiro, está claro que a nova medida nada tem a ver, de fato, com a preocupação em relação a trabalho feito de forma desumana. O pano de fundo para a nova medida seria a inconstitucionalidade das tarifas de importação impostas no Liberation Day pela Suprema Corte americana. Depois disso, foi anunciada uma tarifa de 10% para a maior parte dos países que transacionam produtos e bens com os Estados Unidos, que agora deve ser substituída. No dia 15 de julho, os Estados Unidos anunciaram uma nova tarifa de 25% para produtos brasileiros, com uma extensa lista de exceções. Entre elas, estão itens comprados no Brasil que têm difícil substituição ou concorrência e que poderiam afetar ainda mais a inflação para os americanos, como carnes, café, petróleo, aeronaves e suco de laranja, entre outros. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.