22/Jul/2026
O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) deverá anunciar nos próximos dias uma decisão sobre a aplicação de tarifas relacionadas ao uso de trabalho forçado nas cadeias produtivas. Segundo o representante comercial norte-americano, Jamieson Greer, a medida abrangerá aproximadamente 60 países, ampliando o alcance da política comercial dos Estados Unidos voltada ao combate de práticas consideradas incompatíveis com os padrões trabalhistas adotados pelo governo norte-americano. A sinalização reforça a expectativa de que a investigação conduzida pelo USTR sobre trabalho forçado seja concluída ainda nesta semana.
Entre as possibilidades em análise está a aplicação de uma tarifa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros, cumulativa às alíquotas já anunciadas anteriormente pelos Estados Unidos. Em relação ao Canadá, o USTR informou que as negociações comerciais permanecerão em andamento, mesmo após o anúncio da tarifa de 50% sobre diversos produtos canadenses. O governo norte-americano mantém o objetivo de alcançar condições consideradas mais favoráveis às empresas dos Estados Unidos e continua pressionando o governo canadense a retirar medidas retaliatórias adotadas em resposta às tarifas implementadas anteriormente pela administração de Donald Trump.
Segundo a avaliação do USTR, a resposta tarifária dos Estados Unidos foi calibrada para enfrentar as medidas comerciais impostas pelo Canadá. O governo norte-americano também reiterou a intenção de fortalecer o conteúdo regional previsto no Acordo Estados Unidos-México-Canadá (USMCA), ampliando a participação de componentes produzidos na América do Norte e incentivando a fabricação de veículos dentro da região. A estratégia faz parte da política voltada à redução do déficit comercial dos Estados Unidos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.