22/Jul/2026
Os Estados Unidos e a Jordânia anunciaram um novo acordo comercial de reciprocidade voltado à ampliação do acesso ao mercado jordaniano para produtos norte-americanos e ao fortalecimento da cooperação em segurança econômica, cadeias de suprimentos e investimentos. O entendimento complementa o acordo de livre comércio firmado entre os dois países em 2000 e entrará em vigor 60 dias após a conclusão dos procedimentos internos necessários. Pelos termos do acordo, a Jordânia manterá isenção tarifária para praticamente todos os produtos originários dos Estados Unidos e eliminará barreiras não tarifárias, ampliando o acesso para produtos agrícolas e veículos norte-americanos.
O país também assumirá compromissos relacionados ao fortalecimento da proteção à propriedade intelectual, à fiscalização ambiental e trabalhista, à proibição da importação de produtos fabricados com trabalho forçado e à modernização dos procedimentos alfandegários. O acordo amplia ainda a cooperação bilateral em segurança econômica. A Jordânia passará a coordenar com os Estados Unidos medidas voltadas aos controles de exportação, segurança de investimentos, combate à evasão de tarifas e enfrentamento de práticas comerciais consideradas desleais pelos Estados Unidos. O texto também prevê maior alinhamento em sanções econômicas, restrições a tecnologias sensíveis e mecanismos para impedir o transbordo de mercadorias utilizado para contornar tarifas norte-americanas.
Na área de investimentos, o entendimento contempla a aquisição de seis aeronaves Boeing 787-9 pela Royal Jordanian Airlines, em operação estimada em US$ 1,4 bilhão, além de contratos de leasing próximos de US$ 500 milhões. A Hikma Pharmaceuticals anunciou investimento de US$ 1 bilhão nos Estados Unidos, enquanto empresas jordanianas se comprometeram a adquirir mais de US$ 300 milhões anuais em matérias-primas norte-americanas. Segundo o governo norte-americano, o acordo busca fortalecer a parceria estratégica entre os dois países, ampliar oportunidades para fabricantes, produtores rurais e exportadores dos Estados Unidos, além de reforçar a integração das cadeias de suprimentos e a segurança econômica bilateral. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.