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21/Jul/2026

Dólar cai em dia positivo para moedas emergentes

O dólar encerrou o pregão desta segunda-feira (20/07) em queda de 0,42% frente ao Real, cotado a R$ 5,08, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana diante de parte das divisas de países emergentes e em um ambiente de volatilidade moderada nos mercados internacionais. No acumulado de 2026, a moeda dos Estados Unidos passa a registrar desvalorização de 7,28% frente ao Real. A sessão foi marcada pelo acompanhamento dos desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Estados Unidos e Irã intensificaram as ações militares, enquanto o mercado monitorou os impactos sobre o petróleo.

O Brent chegou a superar US$ 90,00 por barril nas primeiras horas do pregão, mas posteriormente acomodou parte dos ganhos antes de voltar a subir após novas declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometendo retaliar o Irã pela morte de militares norte-americanos. Apesar do ambiente geopolítico mais tenso, a acomodação parcial das cotações do petróleo favoreceu um movimento de alívio para ativos de países emergentes, permitindo apreciação de moedas como o Real e o peso mexicano. O dólar oscilou entre a máxima de R$ 5,11 e a mínima de R$ 5,08.

No cenário doméstico, a ausência de indicadores econômicos relevantes manteve o foco voltado ao ambiente externo. O Boletim Focus do Banco Central manteve as projeções para o câmbio em R$ 5,20 ao fim de 2026 e R$ 5,28 ao final de 2027. As estimativas para a taxa Selic permaneceram em 14% no encerramento de 2026 e em 12,00% ao fim de 2027, mantendo elevado o diferencial de juros em relação às economias desenvolvidas, fator que continua favorecendo o ingresso de recursos para ativos brasileiros.

O Banco Central realizou leilão de rolagem cambial, ofertando 50 mil contratos de swap com vencimento em 3 de agosto, operação sem impacto relevante sobre a formação da taxa de câmbio. A combinação entre a relativa estabilização dos preços internacionais do petróleo, o elevado diferencial de juros doméstico e a manutenção das expectativas econômicas contribuiu para sustentar a valorização do Real ao longo da sessão, mesmo diante das incertezas geopolíticas que continuam predominando no cenário internacional. Fonte: Reuters. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.