21/Jul/2026
A troca de ataques aéreos entre forças dos Estados Unidos e do Irã ganhou força nos últimos dias depois da morte de dois militares norte-americanos no fim de semana. A nona noite de ataques norte-americanos contra Teerã teve como alvo centros de comando militar, instalações de defesa aérea e de vigilância costeira, capacidades marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones e redes de comunicação, segundo o Comando Central do Exército americano (Centcom). O Irã, por sua vez, lançou novos ataques contra alvos norte-americanos no Kuwait e no Bahrein depois de tê-los expandido contra a Jordânia no fim de semana.
Em paralelo, a milícia xiita Houthi, aliada dos aiatolás, prometeu fechar o Estreito de Bab al-Mandeb, no Mar Vermelho, por onde a Arábia Saudita tem escoado parte da produção de petróleo que antes era exportado via Estreito de Ormuz. A escalada da tensão impulsionou a alta dos preços do petróleo nas últimas semanas. O petróleo Brent, referência do mercado, foi negociado nesta segunda-feira (20/07) acima de US$ 86,00 por barril, e o preço da gasolina comum nos Estados Unidos subiu para uma média de US$ 4,00 por galão, mantendo a pressão sobre o bolso dos norte-americanos antes das eleições de meio de mandato.
As Forças Armadas dos Estados Unidos informaram que um militar norte-americano morreu no Iraque, no sábado (18/07), durante a “detonação controlada” de um drone iraniano abatido. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a mais recente onda de ataques contra o Irã foi realizada “em homenagem” aos soldados norte-americanos mortos recentemente. A agência de notícias estatal iraniana Irna relatou que os ataques norte-americanos mataram pelo menos uma pessoa nas proximidades de Tabriz, uma cidade no noroeste do país, a cerca de 520 quilômetros da capital, Teerã. Acredita-se que Tabriz abrigue bases de mísseis subterrâneas operadas pela Guarda Revolucionária.
Os ataques norte-americanos provavelmente também atingiram Bandar Imam Khomeini, na província do Cuzistão; Sirik e Jask, na província de Hormozgan; e Konarak e Chabahar, na província de Sistão-Baluchistão, segundo a Irna. O centro de Operações de Comércio Marítimo do Reino Unido (UKMTO), vinculado às Forças Armadas britânicas, informou na noite desta segunda-feira (20/07) que um segundo navio havia sido atacado no Estreito de Ormuz, desta vez, ao largo da costa dos Emirados Árabes Unidos. Mais cedo, uma embarcação pegou fogo no Estreito de Ormuz após ser atingida por um projétil perto da costa de Omã. A tripulação abandonou o navio, que ficou à deriva e ainda em chamas horas depois, informou o UKMTO.
A rota ao redor de Omã é aquela que os militares dos Estados Unidos têm recomendado aos navios para evitar o controle iraniano. A Guarda Revolucionária afirmou posteriormente que estava visando navios-tanque no Estreito. O Irã também atacou países aliados dos Estados Unidos em todo o Oriente Médio. O Bahrein acionou as sirenes de alerta de mísseis na manhã desta segunda-feira (20/07), enquanto o Kuwait informou que suas defesas aéreas estavam disparando contra uma barragem de projéteis iranianos que se aproximava. O Ministério das Relações Exteriores do Bahrein condenou os ataques de drones iranianos contra os sistemas de tráfego aéreo do país, afirmando que eles colocam em risco as viagens de civis. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.