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21/Jul/2026

Tarifa dos EUA: governo se reúne setores afetados

O governo federal inicia nesta semana uma rodada de reuniões com representantes dos setores afetados pela tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, cuja entrada em vigor está prevista para 22 de julho. O objetivo é avaliar os impactos da medida sobre a indústria nacional e discutir possíveis respostas e mecanismos de apoio aos segmentos exportadores. As primeiras reuniões ocorrerão com representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) e da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). Os encontros contarão com a participação de integrantes da equipe econômica e do governo federal, incluindo representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), do Ministério da Fazenda e da Vice-Presidência da República.

Entre as principais demandas apresentadas pelo setor produtivo está a adoção de medidas de reciprocidade comercial em resposta às tarifas norte-americanas. As entidades também defendem a utilização dos instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica, que autoriza o Brasil a adotar contramedidas diante de ações unilaterais consideradas prejudiciais à competitividade nacional, além da possibilidade de acionamento dos mecanismos de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC). O governo, entretanto, sinaliza que eventuais medidas de reciprocidade deverão ser adotadas de forma gradual e proporcional, mantendo paralelamente os canais de negociação com os Estados Unidos e a defesa do sistema multilateral de comércio.

Na área econômica, o governo também trabalha na reformulação do programa Brasil Soberano, voltado ao apoio das empresas exportadoras de bens industriais. A expectativa é de que os ajustes permitam reduzir parte dos impactos sobre os setores mais expostos às novas restrições comerciais. A tarifa adicional de 25% foi confirmada pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) após investigação conduzida com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que avaliou temas relacionados a desmatamento ilegal, propriedade intelectual e ao sistema brasileiro de pagamentos instantâneos (PIX). Além dessa medida, permanece a expectativa de confirmação de uma sobretaxa adicional de 12,5% aplicada a países considerados com deficiências no combate ao trabalho forçado, incluindo o Brasil. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.