20/Jul/2026
O Conselho Internacional de Grãos (IGC) reduziu sua projeção para a produção mundial de grãos no ciclo 2026/27 para 2,422 bilhões de toneladas, volume 5 milhões de toneladas inferior ao previsto em junho. O ajuste foi motivado principalmente pelas perspectivas desfavoráveis para a colheita de milho, prejudicado por ondas de calor sucessivas em partes da Europa. Na comparação com o recorde da safra anterior, o volume representa uma queda de 69 milhões de toneladas. A estimativa de consumo global foi reduzida em 1 milhão de toneladas em relação ao relatório anterior, para 2,447 bilhões de toneladas, o que ainda configura um recorde. A projeção de estoques finais passou a ser de 610 milhões de toneladas, 8 milhões de toneladas a menos do que o previsto no mês passado.
No caso da soja, a produção global no ciclo 2026/27 foi projetada ligeiramente abaixo do estimado em junho, mas deve expandir 10 milhões de toneladas na comparação anual, atingindo um novo recorde com safras maiores no Brasil e nos Estados Unidos. Com o consumo inalterado e esperado em nível recorde, os estoques agregados devem ficar um pouco mais apertados do que o previsto em junho. Para o ciclo 2025/26, a expectativa para o comércio global de soja foi elevada marginalmente para 187 milhões de toneladas, alta de 1% ante o ano anterior. Para o arroz, o IGC cortou a projeção de produção mundial em 2026/27 em 2 milhões de toneladas em relação ao mês anterior, refletindo principalmente a redução nas perspectivas para produtores dos Estados Unidos e da Ásia, com o volume total caindo cerca de 1% na comparação anual.
O consumo global do cereal deve crescer 1% na comparação anual, impulsionado pela demanda por alimentos na Ásia e na África, enquanto os estoques globais devem contrair. O Índice de Grãos e Oleaginosas (GOI) subiu 7% no período desde o relatório de junho, atingindo o maior nível desde junho de 2024, impulsionado pela recente valorização dos preços FOB de trigo, soja e milho. O subíndice de trigo subiu 9%, tocando a máxima em mais de dois anos diante de preocupações com interrupções nas exportações do Mar Negro e da alta do petróleo. O subíndice de milho avançou 6% com ameaças climáticas no Meio Oeste dos Estados Unidos, enquanto o de soja subiu 9% e o de arroz recuou 1%. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.