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20/Jul/2026

Brasil descarta reversão rápida do tarifaço dos EUA

O governo brasileiro pretende buscar alternativas de mercado para os setores afetados pela sobretaxa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos nacionais. A estratégia será discutir com o setor produtivo possibilidades de redirecionamento das exportações e medidas de apoio aos segmentos impactados, diante da avaliação de que uma reversão da decisão norte-americana no curto prazo é pouco provável. A entrada em vigor da tarifa está prevista para 22 de julho. O governo brasileiro trabalha com a expectativa de proteger produtores e empresas afetadas por meio da diversificação de destinos comerciais e de ações previstas no Plano Brasil Soberano. Entre as alternativas em avaliação estão avanços nas negociações comerciais com novos parceiros.

O Brasil e o Mercosul mantêm tratativas para acordos com países como Japão, Emirados Árabes Unidos e Canadá, mercados considerados estratégicos para ampliar a inserção internacional dos produtos brasileiros. Paralelamente, os representantes brasileiros envolvidos nas negociações com os Estados Unidos continuarão atuando para ampliar a lista de produtos isentos da nova tarifa. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a sobretaxa deve atingir cerca de 18% das exportações brasileiras aos Estados Unidos, equivalente a aproximadamente US$ 7,4 bilhões. A relação entre Brasil e Estados Unidos deve permanecer pautada pelo pragmatismo, sem previsão imediata de novos contatos diretos entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump.

O governo brasileiro avalia que a condução das negociações dependerá da evolução do processo e da abertura de novos canais de diálogo. O governo também analisa a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso Nacional para permitir respostas a medidas unilaterais de outros países. A estratégia, porém, não prevê uma adoção imediata, com avaliação de que uma reação precipitada poderia ampliar os impactos negativos sobre setores já afetados pela medida norte-americana. Entre as áreas consideradas sensíveis para eventual aplicação de medidas estão patentes, algodão e audiovisual. O governo busca calibrar uma resposta que preserve a relação comercial e evite novos prejuízos aos segmentos produtivos envolvidos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.