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20/Jul/2026

Tarifas dos EUA: 51,1% das exportações isentas

A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que US$ 19,3 bilhões das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos permanecerão isentos de qualquer medida tarifária atualmente em vigor, valor equivalente a 51,1% dos US$ 37,7 bilhões exportados ao mercado norte-americano no período analisado. Ao todo, 593 produtos exportados pelo Brasil estão livres das tarifas relacionadas à Seção 301, à Seção 232 e da eventual alíquota adicional de 12,5% vinculada à investigação sobre trabalho forçado conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). A sobretaxa de 25% aplicada com base na Seção 301 deverá atingir US$ 7,2 bilhões em exportações brasileiras, correspondentes a 19,2% do total exportado aos Estados Unidos, abrangendo 2.375 produtos. De acordo com a ApexBrasil, essas mercadorias também poderão ser alcançadas pela tarifa adicional de 12,5% relacionada à investigação sobre trabalho forçado, cuja conclusão é esperada para a próxima semana.

Outros US$ 3,6 bilhões em exportações, equivalentes a 9,44% do total, estão sujeitos exclusivamente à eventual tarifa de 12,5%, permanecendo isentos da sobretaxa de 25%. Esse grupo reúne 441 produtos exportados e depende da conclusão da investigação conduzida pelo USTR. Além disso, US$ 7,6 bilhões das exportações brasileiras, ou 20,25% do total, permanecem submetidos às tarifas da Seção 232, que abrangem setores como aço, alumínio, máquinas e autopeças, afetando igualmente 441 produtos. Em relação à tarifa adicional de 25% anunciada recentemente, a ApexBrasil informou que 699 produtos foram excluídos da medida, preservando US$ 23 bilhões em exportações, equivalentes a 60,5% do valor exportado aos Estados Unidos. Segundo a agência, a lista definitiva ampliou o número de exceções em comparação ao relatório preliminar divulgado pelo USTR em 1º de julho, quando estavam isentos US$ 20,7 bilhões em exportações distribuídas em 2.126 códigos tarifários. A ampliação das exclusões foi atribuída ao trabalho de articulação realizado junto ao setor privado norte-americano. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.