20/Jul/2026
A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) estima que a tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos atingirá aproximadamente US$ 7,2 bilhões das exportações brasileiras destinadas àquele mercado, de um total de US$ 38 bilhões comercializados entre os dois países. A medida possui baixa fundamentação do ponto de vista das relações comerciais internacionais e afeta apenas parte da pauta exportadora brasileira. Empresas e entidades norte-americanas com relações comerciais com o Brasil atuaram durante o processo de investigação conduzido pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) para defender a exclusão de diversos produtos brasileiros da sobretaxa. Em termos absolutos, São Paulo deverá concentrar o maior impacto da medida, com aproximadamente 20% das exportações destinadas aos Estados Unidos sujeitas à tarifa adicional, o equivalente a cerca de US$ 3 bilhões.
Em termos proporcionais, Santa Catarina figura entre os Estados mais afetados, com aproximadamente 65% das exportações para o mercado norte-americano alcançadas pela sobretaxa. A ApexBrasil manterá as ações desenvolvidas junto a empresas brasileiras e norte-americanas para ampliar a lista de produtos isentos da tarifa e fortalecer a presença dos setores já contemplados pelas exceções no mercado dos Estados Unidos. A relação de produtos excluídos da nova tarifa inclui celulose, petróleo bruto, gás natural, aeronaves civis, motores e componentes aeroespaciais. Para o setor siderúrgico, não houve alterações, permanecendo em vigor a tarifa de 50% aplicada às exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano. A agência também informou que buscará ampliar as exportações de produtos que permaneceram isentos da nova tarifa, entre eles mel e pescados, com o objetivo de reduzir os impactos sobre o comércio bilateral. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.