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20/Jul/2026

Brasil prioriza reciprocidade em resposta aos EUA

O governo federal informou que a resposta à tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros será conduzida por meio dos instrumentos previstos na Lei da Reciprocidade Econômica, descartando, neste momento, a adoção de medidas classificadas como retaliação comercial. A estratégia prioriza a utilização de mecanismos legais de reciprocidade, observando a intensidade e o momento considerados adequados para sua implementação. Segundo o Ministério da Fazenda, a Lei da Reciprocidade Econômica, aprovada por unanimidade pelo Congresso Nacional, estabelece procedimentos específicos para a defesa dos interesses nacionais diante de medidas unilaterais adotadas por outros países, oferecendo respaldo jurídico para eventual resposta do Brasil.

O governo também reiterou que a preservação da estabilidade econômica permanece como prioridade, ao mesmo tempo em que mantém diálogo com o setor produtivo para avaliar os impactos das tarifas norte-americanas e definir as medidas cabíveis no âmbito da política comercial. Na avaliação da equipe econômica, os fundamentos técnicos relacionados ao comércio bilateral favorecem a posição brasileira, enquanto a decisão norte-americana apresenta forte componente político. O governo considera que a defesa dos interesses comerciais do País deve continuar baseada em argumentos técnicos e na demonstração dos impactos negativos das tarifas tanto para a economia brasileira quanto para empresas e consumidores dos Estados Unidos.

O Ministério da Fazenda destacou que, durante as consultas públicas realizadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), a maior parte das manifestações apresentadas foi contrária à adoção da sobretaxa sobre os produtos brasileiros. Segundo o governo, mais de 70 contribuições foram registradas, das quais 63 se posicionaram contra a medida, embora os argumentos apresentados por representantes do governo brasileiro e do setor empresarial não tenham sido incorporados à decisão final. O governo avalia ainda que o avanço de medidas comerciais unilaterais pelos Estados Unidos reforça a necessidade de utilizar os instrumentos previstos na legislação brasileira para proteger a competitividade das exportações nacionais e preservar a estabilidade das relações comerciais internacionais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.