20/Jul/2026
A secretária de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins, manifestou apoio às medidas comerciais adotadas pelo governo norte-americano contra o Brasil, afirmando que o país teria mantido, ao longo dos últimos anos, práticas consideradas desleais de comércio e problemas relacionados ao desmatamento ilegal que prejudicaram a competitividade dos produtores norte-americanos. A secretária destacou que a tarifa de 18% aplicada pelo Brasil às importações de etanol provenientes de países fora do Mercosul reduziu em mais de 87% as exportações do biocombustível norte-americano para o mercado brasileiro desde 2018.
As medidas implementadas pelo governo dos Estados Unidos têm como objetivo ampliar o acesso a mercados internacionais e estabelecer condições de concorrência consideradas mais equilibradas para os produtores do país. As declarações ocorrem após a decisão do governo norte-americano de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre parte das importações brasileiras, no âmbito da investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos. Segundo levantamento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), aproximadamente 36,5% das exportações do agronegócio brasileiro para o mercado norte-americano permanecerão sujeitas à nova sobretaxa.
Entre os produtos alcançados pela medida estão açúcar e etanol. Apesar disso, a ampliação da lista de exceções preservou parte significativa das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos. Permaneceram isentos produtos como carne bovina, café, café solúvel, suco de laranja, mel e pescados, cuja exclusão das tarifas foi justificada pelo governo norte-americano em razão da dependência da indústria e dos consumidores dos Estados Unidos desses produtos e da necessidade de evitar pressões adicionais sobre a inflação de alimentos. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.