20/Jul/2026
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã informou que, enquanto os Estados Unidos mantiverem ataques contra alvos iranianos, não haverá exportações de petróleo e gás provenientes da região. O governo iraniano também reiterou que mantém controle total sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte marítimo de petróleo e gás natural. A declaração ocorre em meio à intensificação das operações militares norte-americanas contra o Irã. Segundo a mídia estatal iraniana, ataques realizados pelos Estados Unidos atingiram cinco pontes na província de Hormozgan, no sul do País, provocando ao menos sete mortes. Os bombardeios também alcançaram Bandar Khamir, município localizado nas proximidades do Estreito de Ormuz. Em resposta à ofensiva norte-americana, o Irã ampliou operações contra países da região aliados dos Estados Unidos.
O Ministério da Defesa do Catar informou ter interceptado diversos ataques aéreos após registros de explosões em seu território. No Bahrein, o Ministério do Interior comunicou o acionamento de sirenes de alerta em duas ocasiões. O governo iraniano também informou que operações com drones tiveram como alvo instalações norte-americanas localizadas no Kuwait. Na quinta-feira (16/07), as forças dos Estados Unidos destruíram uma torre de vigilância localizada no Porto de Chah Bahar Shahid Kalantari, no Golfo de Omã, ampliando a escalada militar. Segundo o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), a estrutura integrava a rede de monitoramento marítimo utilizada há décadas pela Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) para acompanhar a movimentação de embarcações comerciais que transitam pelo Estreito de Ormuz.
A destruição da instalação reduz a capacidade operacional da IRGC de coordenar ações contra embarcações civis na região e integra as operações destinadas a preservar a liberdade de navegação nas águas do Golfo de Omã e do Estreito de Ormuz, mantendo o bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos ao Irã. Em resposta, a Guarda Revolucionária Islâmica informou que acompanha permanentemente a movimentação das forças norte-americanas na região e sinalizou a possibilidade de ações militares contra unidades navais vinculadas ao Centcom. A corporação afirmou que meios e equipamentos das forças dos Estados Unidos permanecem sob monitoramento das unidades navais iranianas e indicou que operações de retaliação poderão ser desencadeadas nas águas da região. O novo episódio reforça a deterioração do ambiente de segurança no entorno do Estreito de Ormuz, corredor estratégico para o comércio internacional de petróleo e gás natural, aumentando os riscos geopolíticos para a navegação marítima e para os mercados globais de energia. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.