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20/Jul/2026

UE: proposta de mudanças no mercado de carbono

A Comissão Europeia apresentou proposta de reformulação do Sistema de Comércio de Emissões (ETS), principal mecanismo de precificação de carbono da União Europeia, com o objetivo de ampliar a competitividade da indústria pesada durante o processo de transição para uma economia de baixo carbono. A iniciativa prevê maior flexibilidade nas regras do sistema, mantendo os compromissos climáticos ao mesmo tempo em que busca reduzir os impactos econômicos sobre os setores industriais. Entre as mudanças propostas está a desaceleração do ritmo de redução anual do teto de emissões permitido às empresas participantes do ETS. A medida amplia o prazo para que os setores industriais realizem investimentos em tecnologias de menor emissão de carbono e adaptem seus processos produtivos às exigências ambientais do bloco.

A Comissão Europeia também propõe que os 27 países-membros destinem parcela maior das receitas obtidas com o Sistema de Comércio de Emissões aos próprios setores sujeitos ao mecanismo. O objetivo é ampliar a capacidade de financiamento de investimentos voltados à descarbonização da indústria e acelerar a adoção de tecnologias mais eficientes do ponto de vista ambiental. O ETS é o principal instrumento da União Europeia para redução das emissões de gases de efeito estufa. Pelo sistema, empresas de setores intensivos em emissões, como geração de energia e indústrias de base, devem adquirir permissões para cada tonelada métrica de carbono emitida. O mecanismo estabelece ainda um limite máximo de emissões, reduzido gradualmente ao longo do tempo para estimular a diminuição da intensidade de carbono da atividade econômica.

A proposta representa mais um movimento da Comissão Europeia de flexibilização de políticas ambientais nos últimos meses, em resposta às demandas da indústria do bloco por maior equilíbrio entre os objetivos de descarbonização, competitividade e segurança econômica. Além da revisão do ETS, a Comissão Europeia apresentou um plano de ação para ampliar a eletrificação da economia, com medidas destinadas a reduzir a diferença entre os custos da energia elétrica e dos combustíveis fósseis, incentivando a substituição gradual de fontes energéticas mais intensivas em carbono. A proposta ainda dependerá de aprovação pelos Estados-membros da União Europeia e pelo Parlamento Europeu antes de entrar em vigor. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.