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17/Jul/2026

China amplia participação nas exportações do Brasil

As exportações brasileiras alcançaram valor recorde no primeiro semestre de 2026, mesmo diante do aumento das restrições comerciais impostas pelos Estados Unidos. Entre janeiro e junho, as vendas externas totalizaram US$ 184,8 bilhões, o maior resultado já registrado para o período, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). O desempenho foi sustentado principalmente pelo crescimento das exportações destinadas à China, reduzindo os efeitos da diminuição das compras norte-americanas. Paralelamente, os Estados Unidos confirmaram uma nova rodada de tarifas sobre produtos brasileiros. A expansão das exportações para o mercado chinês foi o principal fator de sustentação da balança comercial brasileira. No primeiro semestre, os embarques para a China cresceram 22% em relação ao mesmo período de 2025, atingindo US$ 58,3 bilhões.

Em contrapartida, as exportações para os Estados Unidos somaram US$ 17,4 bilhões, registrando retração de 13% na mesma base de comparação. O fortalecimento da demanda chinesa por commodities brasileiras ampliou a participação da Ásia na pauta exportadora nacional. Entre os principais produtos, destacaram-se os óleos brutos de petróleo, cujas exportações para a China alcançaram US$ 15,2 bilhões no primeiro semestre, frente aos US$ 9,3 bilhões registrados no mesmo período de 2025. As vendas externas de soja também apresentaram crescimento, passando de US$ 18,9 bilhões para US$ 20,2 bilhões na comparação anual.

A valorização internacional das commodities energéticas e agrícolas foi favorecida pelo aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio, elevando as cotações internacionais e contribuindo para ampliar a receita das exportações brasileiras. Esse movimento reforçou o desempenho da balança comercial e compensou, em grande medida, a redução das vendas ao mercado norte-americano. O cenário evidencia a crescente importância da China como principal destino das exportações brasileiras e demonstra a capacidade de diversificação dos mercados compradores em um ambiente de maior incerteza no comércio internacional. A continuidade desse desempenho dependerá tanto da evolução da demanda chinesa quanto dos desdobramentos das medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos e das condições do mercado global de commodities. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.