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17/Jul/2026

Tarifa dos EUA: impacto sobre exportação brasileira

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a nova tarifa adicional aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deverá atingir cerca de 18% das exportações destinadas ao mercado norte-americano, equivalente a US$ 7,4 bilhões, considerando a pauta comercial de 2024. Considerando os dados de exportações de 2025, a participação dos setores alcançados pela medida representa aproximadamente 15% das vendas brasileiras aos Estados Unidos, correspondente a US$ 5,8 bilhões. A sobretaxa de 25% anunciada pelo governo norte-americano entra em vigor em 22 de julho. Mercadorias brasileiras em trânsito e desembaraçadas até 29 de julho não estarão sujeitas à aplicação da nova tarifa dentro das regras de transição estabelecidas. O governo federal informou que dará prioridade ao atendimento dos segmentos considerados mais expostos aos efeitos da medida, incluindo madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. Entre as iniciativas previstas estão ações para estimular a diversificação de mercados e ampliar as oportunidades comerciais para empresas exportadoras afetadas pela nova política tarifária norte-americana. A estratégia foi definida como prioridade pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva diante da decisão dos Estados Unidos de aplicar a sobretaxa sobre produtos brasileiros.

Segundo a consultoria BuysideBrazil, produtos brasileiros não contemplados pela lista de isenções da nova tarifa adicional dos Estados Unidos poderão enfrentar uma alíquota efetiva de 37,5% para entrada no mercado norte-americano. O percentual considera a aplicação acumulada da sobretaxa de 25% prevista na Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos sobre a tarifa universal de 12,5% já vigente. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) confirmou a aplicação da tarifa adicional de 25% sobre importações brasileiras no âmbito da investigação iniciada em 2025. A medida entra em vigor em 22 de julho de 2026 e preserva uma ampla lista de exceções envolvendo produtos considerados estratégicos para a economia norte-americana. Entre os itens mantidos fora da nova sobretaxa estão combustíveis, suco de laranja, café, carne bovina, aeronaves, diversos insumos industriais e produtos que já estavam submetidos a tarifas setoriais previstas na Seção 232, como aço, alumínio, veículos e autopeças.

A regulamentação final esclarece que a tarifa adicional da Seção 301 será aplicada de forma cumulativa com a tarifa universal de 12,5%. Dessa forma, os produtos não incluídos nas exceções terão incidência total de 37,5%, enquanto os itens beneficiados pelas isenções permanecerão submetidos apenas à tarifa geral. Com base na pauta de exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2025, a BuysideBrazil estima que cerca de 58% das vendas externas brasileiras continuarão sujeitas apenas à tarifa universal de 12,5%. Outros 12% permanecerão enquadrados nas tarifas setoriais da Seção 232, enquanto aproximadamente 31% da pauta exportadora ficará exposta à alíquota cumulativa de 37,5%. A tarifa média ponderada incidente sobre as exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano aumentará para aproximadamente 24,1%. Apesar da elevação da alíquota máxima para os produtos efetivamente atingidos, a manutenção de um amplo conjunto de exceções e do tratamento diferenciado para setores enquadrados na Seção 232 reduz o impacto agregado sobre a pauta comercial brasileira. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.