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17/Jul/2026

Tarifa dos EUA: riscos às exportações industriais

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou que a nova tarifa adicional de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros amplia a insegurança para as empresas dos dois países, reduz a competitividade da indústria nacional e aumenta os riscos para o comércio bilateral. A medida tende a intensificar os impactos já observados sobre as exportações brasileiras para o mercado norte-americano. Os efeitos das medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos já são perceptíveis na atividade exportadora brasileira. No primeiro semestre de 2026, 20 dos 27 Estados registraram redução nas vendas ao mercado norte-americano, indicando perda de dinamismo das exportações para um dos principais parceiros comerciais do Brasil.

Desde a adoção do tarifaço em 2025, as exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos recuaram 13%, o equivalente a US$ 2,6 bilhões. A retração foi influenciada principalmente pela redução de 8,7% nas exportações de bens industriais, com destaque para produtos semimanufaturados de ferro e aço, ferro fundido bruto, pasta química de madeira não conífera, óleos de petróleo e produtos semimanufaturados de outras ligas de aço. Apesar da queda nas exportações, os Estados Unidos permaneceram como o principal destino dos produtos da indústria de transformação brasileira no período, preservando sua relevância para o setor industrial nacional.

Os Estados com maior participação das exportações destinadas aos Estados Unidos são Sergipe, com 52,3% das vendas externas direcionadas ao mercado norte-americano, Ceará, com 33,4%, Espírito Santo, com 27,5%, e São Paulo, com 17,1%. Juntas, essas quatro Unidades da Federação exportaram US$ 7,8 bilhões para os Estados Unidos no primeiro semestre de 2026. A manutenção e o agravamento das medidas tarifárias tendem a ampliar as perdas de competitividade da indústria brasileira e dificultar a retomada do fluxo comercial entre Brasil e Estados Unidos, reforçando a necessidade de iniciativas voltadas ao restabelecimento das condições de comércio entre os dois países. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.