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17/Jul/2026

Setores pedem retaliação à nova tarifa dos EUA

Os setores brasileiros afetados pela nova tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos a produtos nacionais defendem que o governo adote medidas de resposta comercial, com destaque para a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica. A pressão parte principalmente de segmentos industriais, que avaliam que as negociações bilaterais chegaram ao limite e que as empresas brasileiras passaram a enfrentar desvantagem competitiva diante dos produtos norte-americanos importados. Representantes do setor privado já apresentaram a demanda ao Ministério das Relações Exteriores, ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), ao Ministério da Fazenda e à Vice-Presidência da República.

A avaliação de lideranças empresariais é de que a adoção de medidas proporcionais às tarifas impostas pelos Estados Unidos seria necessária diante do esgotamento das tratativas diplomáticas. Parte dos setores atingidos também defende que o Brasil recorra à Organização Mundial do Comércio (OMC) e prepare uma estratégia de retaliação escalonada. A avaliação é de que a alíquota aplicada pelos Estados Unidos representa um impacto elevado e poderá gerar aumento da pressão empresarial para a utilização dos mecanismos previstos na legislação brasileira de reciprocidade. A mobilização do setor privado contribuiu para a definição da postura adotada pelo governo brasileiro antes e após o anúncio da medida norte-americana.

O Executivo informou que iniciará os procedimentos para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica e que retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da OMC. A aplicação da lei, contudo, depende de etapas administrativas e análise pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), responsável pela avaliação e definição de eventuais medidas comerciais. O processo envolve procedimentos técnicos antes da adoção de qualquer ação de resposta. Representantes empresariais avaliam que medidas retaliatórias anteriores em disputas comerciais com os Estados Unidos contribuíram para ampliar o espaço de negociação em temas estratégicos.

Entre os exemplos citados estão conflitos relacionados a setores sensíveis ao mercado norte-americano, como o de patentes de medicamentos. Após a confirmação da nova tarifa pelos Estados Unidos, o governo brasileiro classificou a medida como prejudicial à relação comercial entre os dois países e informou que buscará reduzir os impactos econômicos por meio de instrumentos legais e negociações internacionais. Do lado norte-americano, autoridades indicaram que uma eventual retaliação brasileira poderá resultar em novas medidas comerciais contra o País, elevando a tensão nas relações econômicas bilaterais. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.