17/Jul/2026
O líder do movimento Houthi do Iêmen, Abdul-Malik al-Houthi, ameaçou realizar ataques contra instalações petrolíferas e infraestrutura estratégica da Arábia Saudita caso o país volte a participar de uma ofensiva militar em larga escala contra o território iemenita. A declaração amplia as tensões no Oriente Médio e adiciona novos riscos ao mercado global de energia. Instalações consideradas estratégicas e ligadas ao setor petrolífero saudita poderão ser alvo de ataques com mísseis e drones caso Riad retome uma campanha militar contra o Iêmen. O líder Houthi também acusou Estados Unidos, Israel e Reino Unido de incentivarem uma escalada militar na região. Segundo al-Houthi, a Arábia Saudita teria intensificado restrições ao Iêmen por meio de limitações ao funcionamento de portos e aeroportos, além de impedir o acesso da população aos recursos petrolíferos do país.
O dirigente acusou a Arábia Saudita de buscar enfraquecer economicamente o Iêmen e afirmou que o governo saudita atua em coordenação com Estados Unidos, Israel e Reino Unido. O líder do movimento também afirmou que a Arábia Saudita fornece informações de inteligência e coordenadas de alvos aos aliados ocidentais e permitiria o uso de aeroportos sauditas por aeronaves israelenses de reconhecimento. O grupo responderá a eventuais novas ofensivas seguindo uma lógica de reciprocidade, envolvendo ataques equivalentes contra aeroportos, portos e medidas de bloqueio. O dirigente reforçou que o movimento não aceitará restrições consideradas prejudiciais à população iemenita e ao acesso a recursos naturais e infraestrutura básica.
Foi reiterado apoio aos palestinos. O Iêmen manterá sua atuação relacionada ao conflito na Faixa de Gaza diante de novas operações militares de Israel. Também foi destacado o apoio ao Irã. Segundo al-Houthi, uma eventual derrota do Irã ampliaria a pressão norte-americana e israelense sobre outros países do Oriente Médio, especialmente na região do Golfo. O dirigente também acusou Israel de manter ações contra os palestinos em Gaza e responsabilizou a Arábia Saudita pelo agravamento da crise humanitária no Iêmen. As ameaças aumentam a preocupação sobre possíveis impactos na segurança de rotas estratégicas de energia e comércio internacional no Oriente Médio, especialmente em um cenário de elevada instabilidade geopolítica envolvendo produtores e exportadores de petróleo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.