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16/Jul/2026

China recupera 180 milhões de hectares de pastagens

A China recuperou mais de 180 milhões de hectares de pastagens, elevando para mais de 70% a participação das áreas classificadas como saudáveis ou em condição subsaudável dentro do país. O avanço foi apresentado durante evento relacionado ao Ano Internacional das Pastagens e dos Pastores, realizado em Hohhot, na Região Autônoma da Mongólia Interior. Com aproximadamente 267 milhões de hectares de pastagens, a China possui uma das maiores extensões desse tipo de ecossistema no mundo. Nos últimos anos, o país adotou uma estratégia integrada de recuperação ambiental, combinando regeneração natural, restauração de áreas degradadas, controle da desertificação e políticas de proteção envolvendo montanhas, rios, florestas, áreas agrícolas, lagos, pastagens e desertos. Entre 2021 e 2025, período correspondente ao 14º Plano Quinquenal, a China recuperou, em média, mais de 3 milhões de hectares de pastagens degradadas por ano.

No mesmo intervalo, realizou ações de controle de pragas e roedores em mais de 6,6 milhões de hectares anuais e manteve produção superior a 600 milhões de toneladas de forragem fresca por ano, indicando recuperação da capacidade produtiva desses sistemas. O movimento faz parte de uma política de longo prazo que busca equilibrar conservação ambiental, segurança alimentar e desenvolvimento da pecuária. Entre as medidas adotadas estão restrições temporárias ao pastejo, controle da capacidade de suporte dos rebanhos, subsídios para proteção das áreas pastorais e fiscalização sobre conversões inadequadas de pastagens em áreas agrícolas. Para o período de 2026 a 2030, correspondente ao 15º Plano Quinquenal, a China pretende ampliar os investimentos na recuperação de áreas degradadas, fortalecer a governança das pastagens e incentivar o cultivo de gramíneas de maior qualidade para elevar a oferta de forragem. O país também prevê maior integração entre restauração ecológica, combate à desertificação e desenvolvimento de uma pecuária com menor impacto ambiental.

A experiência chinesa reforça uma tendência global de valorização das pastagens como ativos ambientais e produtivos. Além do papel na produção pecuária, esses ecossistemas contribuem para conservação do solo, retenção de carbono, manutenção da biodiversidade e regulação hídrica. Estudos sobre a recuperação de pastagens na China indicam que programas de restauração apresentam impactos positivos sobre grande parte dos ecossistemas, embora os resultados variem conforme as condições regionais e o manejo adotado. Para o agronegócio internacional, o avanço chinês amplia a discussão sobre modelos de produção pecuária associados à recuperação ambiental. Em países com grandes áreas de pastagens, como o Brasil, a adoção de práticas de manejo sustentável, recuperação de áreas degradadas e aumento da produtividade por hectare permanece como um dos principais caminhos para conciliar expansão produtiva, exigências ambientais e acesso a mercados mais restritivos. Fonte: Exame. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.