15/Jul/2026
O dólar encerrou o pregão desta terça-feira (14/07) com queda de 1,06%, cotado a R$ 5,07, registrando o menor fechamento desde 16 de junho. O movimento acompanhou o enfraquecimento global da moeda norte-americana após a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos, que apresentou deflação em junho e reduziu as expectativas de novas elevações dos juros pelo Federal Reserve a partir de setembro. O mercado também reagiu ao arrefecimento das tensões em torno do petróleo, após a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de abandonar a proposta de cobrança de pedágio para embarcações que transitassem pelo Estreito de Ormuz. Apesar da desaceleração do avanço, o contrato do petróleo Brent para setembro fechou em alta de 1,72%, a US$ 84,73 por barril, acumulando valorização de dois dígitos no mês.
Com menor aversão ao risco, o Real foi favorecido pela melhora esperada dos termos de troca diante dos novos níveis do petróleo e pela redução da volatilidade nos mercados internacionais, cenário que também estimula operações de carry trade. A moeda norte-americana permaneceu em queda durante todo o pregão, atingindo mínima de R$ 5,06. Em julho, o dólar acumula recuo de 1,65%, após alta de 2,38% em junho, enquanto a desvalorização no acumulado de 2026 chega a 7,49%. O índice de preços ao consumidor dos Estados Unidos recuou 0,4% em junho, desempenho mais favorável do que a expectativa de mercado, que apontava deflação de 0,1%. O núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia, permaneceu estável na comparação mensal, também abaixo da expectativa de alta de 0,2%.
Após a divulgação dos dados, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, voltou a operar abaixo de 101 pontos, atingindo mínima de 100,607 e encerrando próximo de 100,950 pontos. As taxas dos títulos do Tesouro norte-americano também recuaram, com o rendimento do papel de dois anos chegando a 4,1514%, refletindo a revisão das expectativas para a política monetária dos Estados Unidos. Apesar da reação positiva dos mercados, permanece a avaliação de que o alívio inflacionário pode ser temporário, uma vez que a recente valorização do petróleo tende a pressionar os preços dos combustíveis nas próximas leituras de inflação. Ainda assim, a estabilidade do núcleo do CPI reforça a percepção de desaceleração inflacionária e reduz a probabilidade de novos aumentos dos juros pelo Federal Reserve no curto prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.