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15/Jul/2026

Clima: Super El Niño exige adaptação no Agronegócio

Segundo relatório divulgado pela Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, o agronegócio brasileiro precisa acelerar a adoção de práticas produtivas resilientes, ampliar a recuperação de áreas degradadas e fortalecer mecanismos de adaptação diante dos riscos associados ao Super El Niño e a eventos climáticos extremos. O documento reúne propostas direcionadas aos candidatos das eleições de 2026 e destaca que o uso sustentável da terra é um fator estrutural para aumentar a capacidade de resposta do setor agropecuário à instabilidade climática. A preocupação ganhou relevância diante das projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), que indicam 81% de probabilidade de o fenômeno alcançar forte intensidade entre outubro e dezembro, com potencial de ampliar a ocorrência de secas, ondas de calor e chuvas intensas.

A Coalizão Brasil avalia que o cenário climático exige modernização das políticas públicas voltadas ao campo, especialmente nos mecanismos de crédito e seguro rural, com o objetivo de ampliar a previsibilidade e reduzir impactos financeiros sobre os produtores diante da recorrência de perdas de safra. O movimento também defende planejamento territorial mais estruturado e avanço na regularização ambiental prevista pelo Código Florestal como instrumentos para reduzir vulnerabilidades e contribuir para a segurança hídrica, energética e alimentar do País. A entidade considera necessário tratar os eventos climáticos extremos como parte de uma nova realidade e não como ocorrências isoladas. Entre as propostas apresentadas está a vinculação de incentivos financeiros ao avanço de práticas sustentáveis, à adoção de medidas de adaptação e ao cumprimento da legislação ambiental.

A Coalizão Brasil também destaca que a competitividade internacional da agropecuária brasileira depende do reconhecimento do manejo sustentável do solo como ativo econômico. O setor agropecuário nacional participa do abastecimento alimentar de aproximadamente 1 bilhão de pessoas no mundo, equivalente a quase 20% da oferta global, segundo o relatório. Entre as tecnologias apontadas como estratégicas para ampliar a resiliência das lavouras estão a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), o sistema de plantio direto e o uso de bioinsumos. A expansão dessas práticas pode reduzir a vulnerabilidade do Brasil em relação à dependência de insumos estratégicos importados, como fertilizantes, cuja volatilidade de preços tem sido influenciada por conflitos internacionais e incertezas geopolíticas envolvendo o Irã e o Oriente Médio. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.