14/Jul/2026
As exportações brasileiras de produtos agropecuários alcançaram US$ 16,594 bilhões em junho, recorde para o mês e alta de 14% na comparação com igual período de 2025, quando somaram US$ 14,550 bilhões. O avanço correspondeu a incremento de US$ 2,044 bilhões. O setor respondeu por 45,7% dos embarques totais do País no mês, ante participação de 50,1% em junho do ano passado. O desempenho foi sustentado pelo crescimento de 7,2% no volume exportado e pela valorização de 6,4% nos preços médios dos produtos comercializados no exterior. Entre os principais responsáveis pelo aumento das receitas estiveram as vendas de soja em grãos, com acréscimo de US$ 920,9 milhões; carne bovina in natura, com alta de US$ 515,1 milhões; carne de frango in natura, com incremento de US$ 317,5 milhões; e farelo de soja, com expansão de US$ 290,4 milhões.
Os principais produtos exportados pelo agronegócio brasileiro em junho foram soja em grãos, com US$ 6,3 bilhões e participação de 37,7% no total; carne bovina in natura, com US$ 1,8 bilhão; açúcar de cana em bruto, com US$ 951,5 milhões; café verde, com US$ 935,6 milhões; celulose, com US$ 917,7 milhões; farelo de soja, com US$ 907,2 milhões; carne de frango in natura, com US$ 871,6 milhões; algodão, com US$ 350,6 milhões; carne suína in natura, com US$ 289,2 milhões; e papel, com US$ 227,1 milhões. Em conjunto, esses produtos representaram 81,6% das exportações do agronegócio no mês. Alguns produtos registraram recordes de valor e volume exportado em junho, como carne bovina, algodão, bovinos vivos, café solúvel e miúdos de frango. As exportações de soja em grãos e farelo de soja alcançaram os maiores volumes da série para o mês, enquanto café verde e miúdos bovinos registraram recorde de receita.
A China permaneceu como principal destino dos produtos agropecuários brasileiros, com compras de US$ 6,5 bilhões em junho, aumento de 11,1% em relação ao mesmo mês de 2025 e equivalente a 39,1% das exportações do setor. A soja respondeu por 68,6% das vendas ao mercado chinês, com US$ 4,45 bilhões, crescimento de 8,1% na comparação anual. A União Europeia ocupou a segunda posição entre os principais destinos, com US$ 2,19 bilhões em compras, equivalente a 13% das exportações do agronegócio brasileiro e avanço de 15,2% ante junho de 2025. Os Estados Unidos ficaram na terceira posição, com US$ 911,8 milhões, participação de 5% e retração de 13% na comparação anual. Também houve crescimento das vendas para China, União Europeia, Turquia, Bangladesh, Irã, Paquistão, México e Arábia Saudita. As importações brasileiras de produtos agropecuários somaram US$ 1,719 bilhão em junho, alta de 11,6% em relação ao mesmo mês de 2025 e participação de 6,5% no total importado pelo País.
Entre os principais itens adquiridos estiveram produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos; trigo; papel; fibras e produtos têxteis de algodão; óleo de palma; salmões; leite em pó; e azeite de oliva. Além dos produtos agropecuários, as compras externas de insumos para produção registraram importações de fertilizantes no valor de US$ 1,5 bilhão, alta de 0,6%, com volume de 3,3 milhões de toneladas, queda de 20,2%. As importações de defensivos agrícolas totalizaram US$ 496,8 milhões, recuo de 11,6%, com volume de 94,1 mil toneladas, baixa de 14,8%. No primeiro semestre de 2026, as exportações do agronegócio brasileiro totalizaram US$ 87,142 bilhões, crescimento de 6,7% em relação ao período de janeiro a junho de 2025. As importações de produtos agropecuários somaram US$ 9,966 bilhões, retração de 1,2% na comparação anual. Com isso, o saldo da balança comercial do setor alcançou superávit de US$ 77,176 bilhões nos seis primeiros meses do ano. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.