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14/Jul/2026

Focus revisa estimativa para inflação em 2026

INFLAÇÃO

A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 recuou pela segunda semana consecutiva, passando de 5,30% para 5,16%. Apesar da redução, a estimativa permanece 0,66% acima do teto da meta contínua de inflação, fixado em 4,50%. Para 2027, a projeção avançou de 4,18% para 4,20%. Um mês antes, a expectativa era de 4,10%. As estimativas para os anos seguintes permanecem praticamente estáveis. A revisão para o IPCA de 2028 está mantida em 3,70%, ante 3,68% um mês antes. Para 2029, a projeção continua em 3,50% pela 45ª semana consecutiva.

Desde 2025, o regime de metas de inflação passou a adotar caráter contínuo, com base no IPCA acumulado em 12 meses. A meta central é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5% para mais ou para menos. Caso a inflação permaneça fora desse intervalo durante seis meses consecutivos, considera-se que a meta não foi cumprida. No curto prazo, o IPCA deve acumular alta de 0,68% de julho a setembro deste ano. A projeção para julho oscilou de 0,30% para 0,29%. A estimativa para agosto segue negativa, mas passou de 0,03% para 0,08%. Para setembro, subiu de 0,46% para 0,47%. Há um mês, eram, todas positivas, de 0,31%, 0,03% e 0,42%, respectivamente.

PIB

A projeção do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permanece em 1,99%. Há um mês, a estimativa era de 1,96%. Para 2027, a projeção recuou de 1,69% para 1,65%. Há um mês, a expectativa era de 1,70%. As projeções para os anos seguintes permanecem estáveis. A previsão para o crescimento do PIB em 2028 está mantida em 2,00% pela 122ª semana consecutiva, enquanto a expectativa para 2029 permanece em 2,00% pela 69ª semana seguida.

JUROS

A projeção para a taxa Selic ao final de 2026 permanece em 14,00% pela terceira semana consecutiva. Há um mês, a estimativa era de 13,75%. Para 2027, a estimativa permanece em 12,00% pela quarta semana consecutiva. Em 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) promoveu três reduções consecutivas de 0,25% na taxa básica de juros, levando a Selic para 14,25% ao ano. Para o fim de 2028, a projeção permanece em 10,50%, acima dos 10,25% estimados um mês antes. Para 2029, a expectativa foi mantida em 10,00% pela décima semana consecutiva.

DÓLAR

A projeção para a cotação do dólar ao final de 2026 permanece em R$ 5,20 pela quarta semana consecutiva. Para 2027, a projeção está mantida em R$ 5,28. Um mês antes, a estimativa era de R$ 5,25. Para 2028, a projeção recuou de R$ 5,35 para R$ 5,34. Há um mês, a expectativa era de R$ 5,30. Para 2029, a projeção permanece em R$ 5,40 pela quarta semana consecutiva.

Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.