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13/Jul/2026

Dólar recua com IPCA e ambiente externo favorável

O dólar encerrou a sessão de sexta-feira (10/07) em queda pelo terceiro pregão consecutivo, retornando ao patamar de R$ 5,10 pela primeira vez desde meados de junho. O movimento foi sustentado pelo ambiente externo mais favorável às moedas de países emergentes, em meio à redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio, e pelo resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de junho, que reforçou as expectativas de continuidade do ciclo de flexibilização da política monetária no Brasil. A moeda norte-americana atingiu mínima de R$ 5,09 e encerrou o dia cotada a R$ 5,10, com desvalorização de 0,28%, menor nível de fechamento desde 17 de junho. Na semana passada, o dólar acumulou queda de 1,17% e, em julho, recuo de 1,06%, após alta de 2,38% em junho.

No acumulado de 2026, a moeda apresenta desvalorização de 6,93% frente ao Real. O resultado do IPCA mostrou desaceleração da inflação de 0,58% em maio para 0,16% em junho, abaixo das expectativas do mercado, refletindo principalmente a deflação observada no grupo de alimentos. A composição do índice reforçou a percepção de moderação da inflação subjacente, aumentando as expectativas de redução adicional da taxa Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). Embora a perspectiva de novos cortes da Selic possa reduzir parcialmente a atratividade das operações de carry trade, agentes do mercado avaliam que a melhora do ambiente econômico doméstico e a possibilidade de maior ingresso de recursos estrangeiros na bolsa brasileira tendem a oferecer suporte ao Real.

No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operou em leve alta, próximo de 101 pontos, após atingir mínima de 100,598 pontos. Apesar da valorização moderada do dólar frente às principais moedas e da alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, a maior parte das moedas emergentes registrou valorização, com destaque para o peso colombiano. Os preços internacionais do petróleo encerraram em leve queda. O contrato Brent para setembro recuou 0,38%, para US$ 76,01 por barril, embora tenha acumulado alta de 5,35% na semana passada. A acomodação das cotações ocorreu em meio à percepção de redução dos riscos geopolíticos no Oriente Médio, apesar da continuidade das negociações envolvendo o cessar-fogo entre Estados Unidos e Irã.

No cenário externo, a redução das tensões geopolíticas voltou a direcionar a atenção dos investidores para os diferenciais de juros entre as economias, favorecendo a recuperação das moedas emergentes de maior rendimento após o ajuste observado nas operações de carry trade ao longo da semana passada. Apesar da avaliação favorável para o Real no curto prazo, analistas continuam apontando riscos relacionados ao cenário fiscal e ao ambiente político doméstico. A combinação de juros reais elevados e postura cautelosa do Banco Central segue oferecendo suporte à moeda brasileira, embora as incertezas fiscais possam voltar a pressionar a taxa de câmbio nos próximos meses. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.