13/Jul/2026
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ofertará R$ 72 bilhões em financiamentos ao setor agropecuário no Plano Safra 2026/27, volume recorde e 3% superior aos R$ 70 bilhões disponibilizados na temporada anterior. O banco projeta aumento da demanda por recursos para custeio e investimento e avalia que o orçamento está adequado ao cenário de estabilidade do crédito rural e de ajustes financeiros no agronegócio. Do total previsto para a safra 2026/27, R$ 40,5 bilhões serão destinados a recursos equalizados, que poderão ser acessados por meio dos programas agropecuários do governo federal. O montante representa alta de 2% em relação ao disponibilizado na temporada anterior. Com esse volume, o BNDES responderá por 28,6% dos R$ 141,4 bilhões em recursos equalizados ofertados no Plano Safra.
A maior parcela dos recursos equalizados será direcionada para investimentos, com R$ 27,7 bilhões, enquanto R$ 12,8 bilhões serão destinados a operações de custeio. Entre os recursos equalizados, R$ 21,5 bilhões serão destinados à agricultura empresarial por meio de nove programas, com taxas de juros entre 8% e 12,5% ao ano. Desse total, R$ 7,5 bilhões serão direcionados a médios produtores rurais por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Outros R$ 18,9 bilhões em recursos equalizados serão destinados à agricultura familiar por meio do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com taxas de juros entre 0,5% e 7,5% ao ano. O valor representa crescimento de 41% ante a oferta da temporada anterior. A redução das taxas acompanha o movimento de queda generalizada dos juros das linhas de crédito rural promovido pelo governo federal para a safra 2026/27, em um ambiente de retração da taxa Selic.
Para as Regiões Norte e Nordeste, o BNDES destinará R$ 646,9 milhões exclusivamente para financiamentos da agricultura familiar. Além dos recursos equalizados, o banco disponibilizará R$ 31,5 bilhões em recursos próprios por meio da linha BNDES Crédito Rural, valor 4% superior ao da safra anterior. As operações com recursos próprios incluem projetos de investimento, aquisição isolada de máquinas, custeio, apoio a cooperativas e emissão de Cédulas de Produto Rural Financeira (CPR-F) ou Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) lastreados em direitos creditórios do agronegócio. Entre as linhas próprias do banco, as operações dolarizadas concentram a maior demanda. O BNDES Crédito Rural poderá ser contratado para diferentes finalidades de financiamento, incluindo investimentos produtivos, modernização, capital de giro e instrumentos de financiamento vinculados à cadeia agropecuária.
Os financiamentos do BNDES ao setor agropecuário serão realizados nas modalidades direta e indireta. Na modalidade direta, os recursos são contratados diretamente com o banco de fomento. Na modalidade indireta, os financiamentos são operacionalizados por meio de 90 instituições financeiras repassadoras. Cerca de 95% do volume total operado pelo BNDES em crédito rural ocorre pela modalidade indireta. O banco informou que publicará as circulares informativas aos agentes financeiros repassadores e que os protocolos dos programas de custeio serão abertos em 16 de julho para recebimento das propostas. Os programas de investimento terão abertura em 21 de julho para agricultura empresarial e em 29 de julho para agricultura familiar. A expectativa é que todas as modalidades de financiamento estejam operacionalizadas até o fim de julho. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.