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13/Jul/2026

Alimentos reduzem pressão na inflação em junho

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou, em junho, a primeira deflação do grupo Alimentação e bebidas desde novembro de 2025, contribuindo para um resultado abaixo das expectativas do mercado. Segundo avaliação do Inter, a retração dos preços dos alimentos retirou 0,05 ponto porcentual do índice cheio no período. O IPCA avançou 0,16% em junho, após alta de 0,58% em maio, acumulando inflação de 4,64% em 12 meses. Os resultados ficaram abaixo das projeções coletadas pelo Projeções Broadcast, que indicavam variação de 0,26% para o mês e de 4,75% no acumulado em 12 meses. Em sentido oposto, o grupo Habitação exerceu a principal pressão altista sobre o índice, com avanço de 0,63%. O segmento contribuiu com 0,10% para o IPCA de junho, respondendo por aproximadamente 62% da inflação registrada no período.

Destaque também para a redução do índice de difusão, que passou de 65% em maio para 54% em junho, indicando menor disseminação dos reajustes de preços entre os diferentes grupos pesquisados e sugerindo um ambiente de inflação mais contido, apesar da ocorrência de choques de oferta. A desaceleração observada em junho indica que a inflação subjacente da economia brasileira não apresenta sinais de reaceleração. As pressões registradas nos meses anteriores foram atribuídas principalmente aos impactos de choques de oferta sobre combustíveis e alimentos. Apesar da melhora observada no resultado de junho, o Inter mantém projeções de inflação elevadas para 2026, considerando as expectativas de ocorrência de um evento forte de El Niño ainda neste ano, com potencial de provocar novos impactos sobre a oferta de alimentos e outros preços sensíveis às condições climáticas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.