10/Jul/2026
O dólar encerrou esta quinta-feira (09/07) em queda de 0,50% frente ao Real, cotado a R$ 5,12, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana diante de divisas emergentes. O movimento refletiu a redução dos prêmios de risco geopolítico, diante da expectativa de retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã, após declarações do presidente norte-americano, Donald Trump, indicando que o Irã estaria disposto a buscar um acordo. Mesmo com a continuidade das tensões no Oriente Médio e das restrições ao tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, o mercado passou a precificar menor risco imediato de interrupções no fornecimento global de petróleo. Com isso, os contratos da commodity recuaram mais de 2%, com o Brent para setembro encerrando o dia em US$ 76,30 por barril, após ter atingido pontualmente US$ 80,00 por barril na sessão anterior.
A redução das preocupações inflacionárias também favoreceu a queda dos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, ampliando o suporte às moedas de países emergentes. No mercado doméstico, o dólar apresentou apenas uma leve alta na abertura dos negócios e permaneceu em queda durante o restante da sessão, atingindo mínima de R$ 5,11. Com o resultado, a moeda norte-americana acumula desvalorização de 0,89% na semana e recuo de 0,78% em julho, após avanço de 2,38% registrado no mês anterior. A liquidez reduzida em razão do feriado de 9 de julho no estado de São Paulo e a ausência de fatores domésticos relevantes fizeram com que o mercado cambial brasileiro acompanhasse principalmente o comportamento externo.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, operou abaixo de 101 pontos, com mínima de 100,786 pontos. Entre as moedas emergentes e de países exportadores de commodities, destacaram-se os ganhos superiores a 1% do peso colombiano e do dólar neozelandês. No cenário internacional, permanecem no radar os efeitos da política monetária norte-americana. A ata da reunião de junho do Federal Reserve (Fed) reforçou a percepção de divergências internas sobre a trajetória dos juros, enquanto a possibilidade de novas pressões sobre os preços da energia, caso o conflito no Oriente Médio volte a se intensificar, pode fortalecer a postura mais conservadora da autoridade monetária dos Estados Unidos. No Brasil, o diferencial de juros e a continuidade do fluxo de recursos para mercados emergentes seguem oferecendo suporte ao Real, mesmo em um ambiente de elevada incerteza geopolítica. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.