10/Jul/2026
Segundo a MB Associados, a retomada das tensões entre Estados Unidos e Irã amplia os riscos para o mercado internacional de energia e fertilizantes, elevando as preocupações com os custos de produção agrícola e com a inflação nos próximos meses. Um eventual bloqueio do Estreito de Ormuz teria impacto mais severo do que o observado nos episódios anteriores do conflito, em razão do nível reduzido dos estoques globais de petróleo. Os estoques norte-americanos de petróleo encontram-se nos menores níveis em mais de quatro décadas, reduzindo a capacidade de absorção de eventuais interrupções na oferta.
Nesse cenário, um fechamento prolongado do Estreito de Ormuz poderia provocar uma forte escalada das cotações internacionais da commodity, com estimativas de mercado que chegaram a projetar preços entre US$ 120,00 e US$ 180,00 por barril em caso de interrupção significativa do fluxo marítimo. A valorização do petróleo tende a elevar os custos dos combustíveis e dos fertilizantes, especialmente dos nitrogenados e fosfatados, ampliando a pressão sobre o agronegócio brasileiro. O impacto ocorre em um momento estratégico para o setor, às vésperas do início do plantio da safra de verão (1ª safra 2026/27), período de maior demanda por insumos agrícolas.
Como o Brasil permanece altamente dependente das importações de fertilizantes, oscilações nos mercados internacionais e gargalos logísticos podem elevar os custos de produção. Além das incertezas geopolíticas, o cenário para o agronegócio é agravado pela perspectiva de intensificação do fenômeno El Niño, que aumenta os riscos de perdas de produtividade em importantes regiões produtoras do País. A combinação entre custos mais elevados de insumos, possíveis impactos climáticos sobre a produção e pressão sobre os preços da energia pode contribuir para a elevação da inflação de alimentos e ampliar os desafios para a atividade agrícola ao longo de 2027. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.