09/Jul/2026
O dólar perdeu força frente ao Real ao longo da sessão desta quarta-feira (08/07), após oscilações iniciais, acompanhando o movimento da moeda norte-americana no exterior. A redução da aversão ao risco, mesmo sem sinais firmes de encerramento das tensões entre Estados Unidos e Irã, contribuiu para moderar a alta do petróleo e das taxas dos Treasuries. O dólar encerrou a sessão cotado a R$ 5,14, com queda de 0,09%, após atingir máxima de R$ 5,18 e mínima de R$ 5,13. Nos primeiros pregões de julho, a moeda norte-americana acumula desvalorização de 0,28%, após avanço de 2,38% em junho. O desempenho do Real foi superior ao de outras moedas emergentes latino-americanas e ao rand sul-africano, que também registraram perdas, porém em intensidade moderada. A valorização relativa da moeda brasileira foi associada ao efeito positivo da alta do petróleo sobre os termos de troca do País, considerando a posição do Brasil como exportador líquido da commodity.
As cotações do petróleo oscilaram conforme novas sinalizações sobre as negociações entre Estados Unidos e Irã. O barril do Brent para setembro, após superar US$ 80,00 durante a manhã, encerrou a sessão a US$ 78,02 por barril, com alta de 5,20%, alcançando o maior nível desde 22 de junho. A elevação do petróleo ocorreu em meio ao aumento das tensões geopolíticas após novos episódios envolvendo embarcações no Estreito de Ormuz. As declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre as negociações com o Irã influenciaram o comportamento dos mercados, embora a percepção predominante tenha sido de redução do risco de retomada imediata do conflito. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, operava próximo da estabilidade, próximo dos 101,000 pontos.
Entre as moedas relacionadas ao mercado de petróleo, a coroa norueguesa apresentou valorização de aproximadamente 0,60%. A ata do Federal Reserve (Fed) reforçou a preocupação dos dirigentes da autoridade monetária norte-americana com a inflação e indicou ausência de consenso sobre os próximos passos da política monetária. O documento, em formato mais enxuto em relação a divulgações anteriores, manteve a percepção de incerteza sobre a trajetória dos juros nos Estados Unidos. O cenário externo segue influenciado pela combinação entre tensões geopolíticas, comportamento das commodities e sinalizações do Fed. No mercado doméstico, fatores fiscais permanecem como principal referência para a dinâmica dos juros, enquanto o desempenho do Real continua condicionado ao fluxo de commodities e ao ambiente internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.