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09/Jul/2026

Dívida Rural: renegociação deve diferenciar produtores

O líder do governo na Câmara dos Deputados, Paulo Pimenta (PT-RS), defendeu que uma eventual ampliação da renegociação das dívidas rurais estabeleça condições diferentes entre produtores afetados por eventos climáticos extremos e aqueles impactados principalmente pela queda de preços dos produtos agrícolas. A posição apresentada é de que a proposta deve priorizar agricultores atingidos por enchentes e estiagens, especialmente em regiões como o Rio Grande do Sul e outros Estados afetados por perdas climáticas. Caso o enquadramento seja ampliado para outros produtores rurais, a avaliação é de que sejam aplicadas condições distintas em relação a taxas de juros, prazos de pagamento e limites de financiamento.

O debate ocorreu após reunião, nesta quarta-feira (08/07), com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães. O encontro tratou do avanço das discussões sobre o projeto de renegociação das dívidas rurais. A proposta em análise prevê medidas para produtores com dificuldades financeiras, mas enfrenta divergências devido ao impacto fiscal potencial. O projeto aprovado pelo Senado há cerca de um mês, apesar da posição contrária do governo, apresenta estimativa de impacto de R$ 140 bilhões, segundo cálculos do Ministério da Fazenda.

Entre os pontos de avanço nas negociações está a flexibilização das garantias exigidas para acesso às condições de renegociação, incluindo a possibilidade de participação das cooperativas no repasse aos produtores das mesmas condições de prazo e juros obtidas na captação de recursos. A bancada da agropecuária defende a adoção de juros abaixo de dois dígitos e a inclusão de produtores rurais que tiveram perda de renda, além daqueles diretamente atingidos por enchentes e estiagens. As discussões seguem concentradas na definição dos critérios de enquadramento, buscando equilibrar o atendimento aos produtores afetados e a limitação dos impactos sobre as contas públicas. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.