09/Jul/2026
A XP avalia que o mercado global de celulose perdeu força em junho de 2026, com o início de concessões de preços na China após semanas de estabilidade, enquanto os mercados da Europa e da América do Norte permaneceram relativamente mais firmes. A combinação de demanda enfraquecida no mercado chinês, elevados estoques portuários e redução dos custos da madeira doméstica tende a manter pressão sobre as cotações internacionais nos próximos meses. As ofertas de celulose branqueada de eucalipto (BEKP) na China recuaram de US$ 600,00 a US$ 610,00 por tonelada para aproximadamente US$ 580,00 por tonelada líquidos.
No mercado de revenda, as negociações ocorreram em níveis ainda inferiores, refletindo o enfraquecimento da demanda por papel e papelão, o elevado volume de estoques nos portos e a redução dos custos do cavaco e da madeira produzida localmente. Os preços da celulose de fibra longa (NBSK) caíram para cerca de US$ 640,00 e US$ 650,00 por tonelada, reforçando o movimento de pressão sobre o mercado chinês. Em contraste, o mercado europeu manteve maior resiliência, com diversos negócios de BEKP realizados ao redor de US$ 1.410,00 por tonelada.
Na América do Norte, os preços da celulose de fibra curta avançaram para US$ 1.565,00 por tonelada. Apesar da sustentação observada nos mercados ocidentais, a fraqueza do mercado de revenda na China, os elevados estoques e a redução dos custos do cavaco doméstico continuam representando fatores de risco para novas quedas das cotações globais. No comércio exterior, as exportações brasileiras de celulose recuaram 8% em junho de 2026 na comparação anual, mas avançaram 11% em relação a maio. As exportações de celulose solúvel também registraram retração de 8% frente ao mesmo período do ano anterior.
No segmento de kraftliner, os embarques permaneceram estáveis em relação ao mês anterior e cresceram 19% na comparação anual em junho de 2026. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), os preços do produto recuaram 1% em dólar frente ao mês anterior, embora permaneçam 2% acima do nível observado no mesmo período do ano passado. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.