ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

09/Jul/2026

EUA sinaliza intensificação da ofensiva contra o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o tom das ameaças contra o Irã nesta quarta-feira (08/07) e indicou que uma nova operação militar norte-americana tem potencial para representar uma das maiores ofensivas desde o início da atual escalada do conflito. O posicionamento reforça a deterioração do ambiente de segurança no Oriente Médio e amplia as incertezas para os mercados internacionais de energia. Segundo Trump, forças norte-americanas destruíram 28 embarcações iranianas na noite de terça-feira (07/07) e indicou a possibilidade de novas operações contra ativos navais do país. O presidente norte-americano também sinalizou que os Estados Unidos poderão ampliar o alcance das ações militares, incluindo eventuais ataques contra integrantes da alta liderança iraniana. Entre os possíveis alvos mencionados estão a Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã, além de instalações ligadas ao abastecimento de energia e água, caso a evolução do conflito seja considerada necessária para os objetivos militares norte-americanos.

Ao mesmo tempo, ressaltou que determinadas infraestruturas estratégicas permanecem fora do escopo das operações. No campo diplomático, Trump voltou a demonstrar baixa expectativa em relação à possibilidade de um acordo duradouro com o Irã. Apesar de admitir que representantes norte-americanos ainda possam manter contatos com autoridades iranianas, o presidente indicou ceticismo quanto ao avanço das negociações. Também afirmou que os Estados Unidos poderão rever o bloqueio imposto ao Irã, dependendo da evolução do cenário. Em linha com esse posicionamento, o secretário de Guerra dos Estados Unidos declarou que as forças norte-americanas estão preparadas para ampliar as operações militares em território iraniano, caso as circunstâncias exijam. Trump mantém o tom de pressão sobre o Irã e afirmou que ainda não decidiu se pretende firmar um novo acordo com o país. Trump afirmou que os Estados Unidos precisam concluir o processo iniciado contra o programa nuclear iraniano e reiterou que o Irã não deverá obter uma arma nuclear.

Apesar das ameaças, o presidente norte-americano avaliou que não espera uma nova guerra com o Irã e indicou que eventuais desdobramentos poderão ocorrer rapidamente. As declarações provocaram reação do vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, que afirmou que as ameaças norte-americanas representam uma demonstração de fracasso da política de sanções e pressão adotada pelos Estados Unidos. O Irã responderá utilizando uma postura de força diante de novas ameaças. O ambiente de incerteza entre os dois países mantém os mercados atentos aos riscos geopolíticos, especialmente em relação ao Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e derivados. O porta-voz do O Comitê de Segurança Nacional do Parlamento do Irã disse que um ataque renovado dos Estados Unidos será respondido com a mudança da doutrina nuclear. Esta é uma das opções sendo consideradas como retaliação, assim como a retirada do país do Tratado de Não Proliferação (TNP) nuclear e fechamento dos estreitos de Ormuz e de Bab al-Mandab.

"O plano para se retirar do TNP está pronto para consideração no parlamento e, se enfrentarmos uma ameaça existencial, a mudança da doutrina nuclear também poderá estar na agenda", disse o porta-voz. "Temos muitas opções à nossa disposição que não utilizamos nem mesmo durante a guerra de 40 dias. O inimigo enfrentará uma ofensiva total e surpresa do Irã". A intensificação das ameaças ocorre enquanto o Irã ainda realiza as cerimônias fúnebres do aiatolá Ali Khamenei, morto em fevereiro durante o primeiro dia dos bombardeios ao país. Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (08/07) que seu governo “talvez tome algumas medidas" contra o Irã que possam fazer o preço do petróleo subir. "Sempre que atingimos o Irã, o preço do petróleo sobe", declarou ele. Fontes: Broadcast Agro e Fars. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.