09/Jul/2026
O Exército do Irã voltou a elevar o nível de tensão com os Estados Unidos após realizar um ataque contra o Bahrein, país que abriga a 5ª Frota da Marinha norte-americana, e informou que poderá ampliar as ações militares caso o governo norte-americano volte a promover operações contra o Irã. O regime iraniano indicou que novas ofensivas norte-americanas tornarão todas as bases militares dos Estados Unidos na região alvos considerados legítimos para ataques com drones conduzidos pelas forças iranianas. O posicionamento ocorre em meio à continuidade das tensões entre os dois países e reforça a sinalização de que o Irã pretende responder militarmente a qualquer nova ação dos Estados Unidos, ampliando o risco de escalada do conflito no Oriente Médio. O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Ghalibaf, reiterou que o país manterá sua postura diante das pressões externas, sustentando que a estratégia de intimidação por parte dos adversários não produzirá mudanças na posição iraniana.
Também atingidos por ataques iranianos, os Emirados Árabes Unidos criticaram a atuação do Irã e avaliaram que as ofensivas contra embarcações, que desencadearam a resposta militar dos Estados Unidos, demonstram incapacidade do governo iraniano de encerrar o conflito e reduzir as hostilidades na região. O Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou que a responsabilidade pelas "perigosas consequências" da recente escalada de tensão com os Estados Unidos recai sobre "o regime traiçoeiro" dos Estados Unidos. Em comunicado, o Irã condenou veementemente "os ataques agressivos e as repetidas violações" por parte dos norte-americanos.
"As poderosas Forças Armadas da República Islâmica do Irã, como já demonstraram repetidamente, não hesitarão em defender a integridade territorial, a soberania nacional e a segurança nacional do Irã contra a agressão militar americana, em conformidade com o Artigo 51 da Carta da Organização das Nações Unidas (ONU), e também atacarão a origem e a fonte da agressão", diz o comunicado. Ainda, os ataques contra o Irã, a decisão de revogar a licença para a venda de petróleo iraniano, a violação de acordos no Estreito de Ormuz e a continuidade da agressão militar de Israel contra o Líbano "tornaram ineficazes partes importantes e fundamentais do memorando de entendimento sobre o fim da guerra". O comunicado diz também que os demais países do Golfo Pérsico possuem a obrigação jurídica internacional de impedir que os agressores usem seu território e instalações para realizar atos de violência contra o Irã e que a cooperação com os norte-americanos constitui cumplicidade. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.