ANÁLISES

AGRO


SOJA


MILHO


ARROZ


ALGODÃO


TRIGO


FEIJÃO


CANA


CAFÉ


CARNES


FLV


INSUMOS

08/Jul/2026

Dólar fecha em alta com tensões entre EUA e Irã

O dólar voltou a superar o nível de R$ 5,15 nesta terça-feira (07/07), refletindo o aumento da aversão ao risco nos mercados internacionais após a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã. A valorização da moeda norte-americana foi acompanhada pelo avanço dos preços do petróleo e pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries), cenário que reforçou a busca global por ativos considerados mais seguros. O movimento foi intensificado após a decisão dos Estados Unidos de revogar a licença para comercialização de petróleo iraniano, em resposta aos ataques registrados contra petroleiros no Estreito de Ormuz. A elevação dos preços da energia ampliou as preocupações com a inflação internacional e fortaleceu as expectativas de manutenção de juros elevados nos Estados Unidos. O dólar fechou a R$ 5,15, alta de 0,41%, após atingir máxima de R$ 5,16 durante a sessão.

Apesar da valorização, a moeda acumula recuo de 0,20% ante o Real nos cinco primeiros pregões de julho, após alta de 2,38% em junho. No acumulado de 2026, a desvalorização frente ao Real permanece em 6,12%. A percepção de que a alta do petróleo poderá manter pressões inflacionárias nos Estados Unidos reforça as apostas de uma política monetária mais restritiva pelo Federal Reserve. Esse ambiente favorece o fortalecimento do dólar no mercado internacional e reduz o apetite por ativos de economias emergentes, mesmo em um contexto de melhora dos termos de troca para países exportadores de commodities, como o Brasil. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, avançou para a faixa de 101,05 pontos, após atingir máxima de 101,126 pontos. Ainda assim, o indicador acumula leve queda em julho, depois de registrar forte valorização em junho.

O mercado também permanece atento à divulgação da ata da reunião de junho do Federal Reserve, quando a maioria dos dirigentes da autoridade monetária passou a sinalizar expectativa de elevação dos juros ainda em 2026. Paralelamente, pesquisa do Federal Reserve de Nova York mostrou avanço das expectativas de inflação dos consumidores norte-americanos para 3,7% no horizonte de um ano em junho, acima dos 3,5% registrados em maio e no maior nível desde setembro de 2023. Nesse ambiente, analistas avaliam que o fortalecimento global do dólar e a perspectiva de redução do diferencial de juros diminuem a atratividade das operações de carry trade, embora o Real continue entre as moedas de melhor desempenho no acumulado do ano. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.