08/Jul/2026
Segundo levantamento da Amcham Brasil, a participação dos Estados Unidos no comércio exterior brasileiro atingiu o menor nível histórico no primeiro semestre de 2026, considerando a série iniciada em 1997. O mercado norte-americano respondeu por 9,4% das exportações brasileiras e por 11,1% da corrente de comércio entre os dois países no período. Os produtos brasileiros submetidos às sobretaxas aplicadas pelo governo dos Estados Unidos representaram a maior parcela da retração das exportações para o mercado norte-americano. As vendas de bens sujeitos às tarifas adicionais recuaram 16,6%, enquanto as exportações de produtos sem sobretaxa registraram queda de 8,7%.
O desempenho das vendas aos Estados Unidos contrastou com o avanço das exportações brasileiras totais no primeiro semestre de 2026, que cresceram 11,5%. No mesmo período, os embarques para a China aumentaram 21,9% e para a União Europeia avançaram 12,8%. Apesar da redução da participação relativa, os Estados Unidos permaneceram como o segundo principal parceiro comercial do Brasil em bens e como o maior destino das exportações industriais brasileiras, atrás apenas da China. O comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos somou US$ 36,4 bilhões no primeiro semestre de 2026, retração de 12,8% em relação ao mesmo período de 2025. As exportações brasileiras para o mercado norte-americano totalizaram US$ 17,4 bilhões, queda de 13,0%, enquanto as importações recuaram 12,5%, para US$ 19,0 bilhões.
Entre os produtos submetidos às tarifas adicionais, os itens enquadrados na alíquota de 10% registraram queda de 25,9% nas exportações, enquanto os produtos abrangidos pela Seção 232 recuaram 6,7%. Os maiores impactos foram observados nas vendas de semiacabados de ferro e aço, com retração de 21,7%; caminhões, com queda de 46,7%; madeira, com redução de 40,5%; e cobre, com recuo de 37,4%. O cenário reforça a necessidade de avanços nas negociações comerciais entre os dois países para evitar novas tarifas no âmbito da investigação conduzida pela Seção 301, diante do potencial impacto sobre o fluxo de comércio bilateral. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.