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07/Jul/2026

Dólar em baixa com valorização das commodities

O dólar encerrou a terceira sessão consecutiva de queda no mercado doméstico nesta segunda-feira (06/07) e fechou cotado a R$ 5,13, recuo de 0,71% em relação ao pregão anterior. A moeda norte-americana atingiu a mínima de R$ 5,12 e registrou o menor valor de fechamento desde 17 de junho, em um movimento sustentado por ajustes nos prêmios de risco, alívio no mercado de renda fixa e valorização das commodities agrícolas, especialmente da soja. Sem indicadores econômicos relevantes no Brasil, o mercado direcionou a atenção ao cenário externo e ao fortalecimento do fluxo cambial associado às exportações. Além da recuperação dos preços da soja e do minério de ferro, o desempenho recorde das exportações brasileiras de carne contribuiu para reforçar a entrada de divisas no País.

Nos primeiros quatro pregões de julho, o dólar acumula desvalorização de 0,60% frente ao Real, após encerrar junho com valorização de 2,38%. No acumulado de 2026, a moeda norte-americana registra queda de 6,50% ante o Real, que permanece entre as moedas de melhor desempenho entre os mercados emergentes. No exterior, o índice DXY, que mede o comportamento do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, perdeu força ao longo da sessão e encerrou próximo da estabilidade, após atingir máxima de 101,145 pontos pela manhã. O indicador acumula leve queda no início de julho, embora ainda apresente valorização superior a 2,6% no ano.

Os investidores aguardam agora a divulgação da ata da reunião de política monetária de junho do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), prevista para esta quarta-feira (08/07). O documento poderá oferecer novas indicações sobre a trajetória dos juros norte-americanos, após o Banco Central dos Estados Unidos sinalizar a possibilidade de novos aumentos para conter a inflação. Analistas avaliam que o comportamento do câmbio continuará fortemente condicionado ao cenário externo. Projeções de mercado indicam taxa próxima de R$ 5,20 no encerramento de 2026, embora o desempenho da moeda brasileira siga dependente da evolução da política monetária dos Estados Unidos, do fluxo para mercados emergentes e dos preços internacionais das commodities. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.