07/Jul/2026
A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (AmCham Brasil) afirmou, durante audiência promovida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) nesta segunda-feira (06/07), que a proposta de aplicação de sobretaxas de até 25% sobre determinados produtos brasileiros poderá elevar os custos para a indústria e os consumidores norte-americanos. A medida também tende a reduzir a competitividade das empresas dos Estados Unidos e alterar os fluxos comerciais. A imposição de tarifas adicionais pode desviar o comércio em favor de fornecedores asiáticos, ampliar o déficit comercial norte-americano com esses países e enfraquecer a presença econômica e comercial dos Estados Unidos no mercado brasileiro. As importações norte-americanas provenientes do Brasil são compostas majoritariamente por insumos industriais, bens intermediários, componentes para máquinas, produtos químicos, energia, metais e minerais
O Brasil responde por mais de 20% das importações dos Estados Unidos em cerca de 40% das categorias de produtos que poderão ser atingidas pelas sobretaxas, incluindo gorduras e óleos animais, produtos de madeira, tabaco, obras de pedra e gesso, celulose, papel e preparações alimentícias. Como alternativa à elevação das tarifas, a AmCham Brasil defendeu o avanço das negociações bilaterais em áreas como acesso a mercados para insumos industriais, cooperação regulatória nos setores automotivo e de saúde, comércio digital e proteção da propriedade intelectual. A entidade também apontou oportunidades de parceria entre os dois países em minerais críticos e em segurança energética, abrangendo combustíveis fósseis e renováveis. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.