06/Jul/2026
O dólar encerrou a sexta-feira (03/07) em queda de 0,76%, cotado a R$ 5,16, após ter operado acima de R$ 5,20 nos dois pregões anteriores, nos maiores níveis desde o fim de março. O movimento refletiu uma correção técnica, favorecida pelo desempenho positivo das moedas de países emergentes no exterior e pela recuperação do apetite por ativos domésticos. Dados mais fracos da produção industrial brasileira reforçaram as expectativas de continuidade do ciclo de redução da taxa Selic, contribuindo para a valorização do Real. A moeda norte-americana atingiu mínima de R$ 5,16. Com o recuo do dia, praticamente anulou os ganhos acumulados na semana passada, encerrando o período com leve alta de 0,03%.
Nos três primeiros pregões de julho, a valorização acumulada frente ao Real ficou em 0,11%, após avanço de 2,38% registrado em junho. A liquidez foi reduzida devido ao fechamento das bolsas de Nova York e do mercado de Treasuries, em razão da antecipação do feriado da Independência dos Estados Unidos, comemorado em 4 de julho. O menor volume de negócios contribuiu para ampliar os movimentos da taxa de câmbio durante a sessão. No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, permaneceu próximo da estabilidade, abaixo dos 100,9 pontos. Na semana, entretanto, o indicador acumulou queda de 0,50%, influenciado principalmente pelos dados mais fracos do mercado de trabalho norte-americano divulgados na quinta-feira (02/07).
Indicadores recentes da economia dos Estados Unidos reduziram a probabilidade de novas elevações de juros pelo Federal Reserve neste ano, embora o comportamento da inflação continue sendo decisivo para as próximas decisões de política monetária. No cenário doméstico, indicadores como a desaceleração da produção industrial, a inflação abaixo das expectativas e a moderação do mercado de trabalho reforçam a percepção de que o Comitê de Política Monetária (Copom) poderá manter o ciclo de redução da taxa básica de juros. Caso esse cenário se confirme, a diminuição do diferencial de juros pode limitar a valorização do Real nos próximos meses, apesar do ambiente externo mais favorável às moedas emergentes. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.