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06/Jul/2026

El Niño se intensificará rapidamente e elevará riscos

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) informou que as condições do fenômeno climático El Niño já estão em curso no Pacífico tropical e devem se intensificar rapidamente, com possibilidade de um evento forte ao longo dos próximos meses. Segundo o relatório mensal sobre clima global da entidade, as temperaturas da superfície do mar no Pacífico equatorial seguem em elevação, com anomalias que podem ultrapassar 2°C nas regiões central e oriental do oceano, reforçando o cenário de intensificação do fenômeno entre julho e setembro de 2026. Esse aquecimento tem potencial para alterar padrões climáticos globais, aumentando a probabilidade de eventos extremos em diferentes regiões do planeta.

Nesse contexto, as condições de El Niño já estão em curso e prevê-se que se intensifiquem rapidamente, tornando-se um evento forte. Isso aumentará o risco de seca e chuvas intensas, bem como de ondas de calor em terra e no mar em muitas regiões do mundo. A OMM também reforça que a classificação oficial do evento climático segue critérios técnicos específicos. A OMM classifica os eventos Enso (El Niño e La Niña) como fracos, moderados, fortes ou muito fortes. O termo "super El Niño" não faz parte do sistema de classificação operacional e, portanto, não é usado em seus produtos oficiais. Para o período de julho a setembro de 2026, as projeções indicam um padrão consistente de chuvas com o fortalecimento de El Niño.

A previsão é de maior probabilidade de precipitação acima do normal no Pacífico equatorial central e oriental, enquanto chuvas abaixo do normal são mais prováveis em partes do Oceano Índico tropical, no subcontinente indiano e em grande parte da Austrália. Na África equatorial, o relatório aponta um contraste Leste-Oeste acentuado, com previsão de chuvas acima da média em áreas próximas ao norte do Golfo da Guiné e abaixo da média no Grande Chifre da África. Nas Américas, o cenário inclui previsão de chuvas abaixo da média em partes da América Central, Caribe e no noroeste da América do Sul. Em contrapartida, condições mais úmidas do que a média são mais prováveis em porções do sudoeste dos Estados Unidos.

Na Europa, as projeções indicam um contraste norte-sul, com maior probabilidade de chuvas acima da média no sul do continente e abaixo da média no norte. No entanto, a confiabilidade das previsões para a região europeia permanece menor em comparação a outras áreas do mundo. Esses impactos variam conforme a intensidade do fenômeno e sua interação com outros fatores climáticos globais, podendo resultar em maior irregularidade das chuvas e aumento do risco de eventos extremos, dependendo da evolução do episódio ao longo do segundo semestre. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.