06/Jul/2026
A perspectiva de temperaturas acima da média histórica ao longo deste mês eleva a demanda hídrica de culturas agrícolas em grande parte do País, prevê o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O cenário de aquecimento se estenderá principalmente pela porção Centro-Norte do território nacional. Como consequência, poderá ocorrer redução do armazenamento de água no solo, afetando culturas em desenvolvimento, pastagens e sistemas produtivos mais dependentes das precipitações. Grande parte das lavouras de milho 2ª safra de 2026 e algodão na Região Centro-Oeste encontra-se em fase final do ciclo produtivo, período em que o tempo seco favorece a maturação.
Em contrapartida, as lavouras de feijão 3ª safra na Região Nordeste e cultivos irrigados na Região Sudeste demandam maior atenção ao manejo hídrico. As temperaturas mais elevadas favorecem a abertura dos capulhos, reduzem a incidência de doenças associadas ao excesso de umidade e ampliam as janelas operacionais de colheita", prevê o instituto para a cultura do algodão. Em áreas de Mato Grosso e de Goiás, o tempo seco tende a reduzir os níveis de armazenamento de água no solo, projeta o Inmet.
Na Região Sul, o prognóstico indica volumes de chuva próximos ou acima da média climatológica na maior parte do período. Este cenário tende a favorecer o desenvolvimento das culturas de inverno devido à adequada disponibilidade hídrica. Nas culturas de inverno da Região Sul, a umidade e as temperaturas elevadas favorecem a ocorrência de doenças fúngicas. Para o feijão 3ª safra, os efeitos do calor podem comprometer o florescimento e o enchimento de grãos. No algodão, o clima previsto no oeste da Bahia tende a favorecer a fase final do ciclo e ampliar as janelas de colheita. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.