06/Jul/2026
Segundo o Banco Central, a inadimplência do crédito rural para pessoas físicas em operações com recursos direcionados atingiu 7,6% ao final de maio, alta de 0,1% em relação aos 7,5% registrados em abril. O indicador, que considera operações com mais de 90 dias de atraso, acumula aumento de 1% em 2026 e de 4,2% nos últimos 12 meses. O percentual permanece próximo do maior nível da série recente, de 7,7%, registrado em fevereiro. O menor patamar foi observado em dezembro de 2023, quando a inadimplência correspondia a 1,2% da carteira. Nas operações contratadas a taxas de mercado, a inadimplência permaneceu em 13,4% em maio, estável frente a abril. No acumulado do ano, o índice aumentou 1,3% e, em 12 meses, avançou 7,9%.
Nas operações com taxas reguladas, a inadimplência passou de 3,2% para 3,3% entre abril e maio. Em 2026, o aumento acumulado é de 0,6 ponto porcentual, enquanto, em 12 meses, a alta soma 1,7%. O saldo da carteira de crédito rural para pessoas físicas com recursos direcionados alcançou R$ 571,876 bilhões em maio. O volume apresentou retração de 0,4% em relação a abril, mas acumula crescimento de 2,4% no ano e de 5,6% em comparação com o mesmo período de 2025. Os recursos direcionados correspondem às linhas de crédito com aplicação obrigatória no sistema financeiro. Na carteira de crédito rural destinada às pessoas jurídicas, a inadimplência permaneceu em 0,8% em maio, estável frente ao mês anterior.
No acumulado do ano, o indicador aumentou 0,2% e, em 12 meses, avançou 0,3%. Nas operações a taxas de mercado, a inadimplência foi de 1%, enquanto nas operações com taxas reguladas permaneceu em 0,5%. Os indicadores refletem o aumento do endividamento observado entre produtores rurais e instituições financeiras. A evolução da inadimplência em maio também pode estar associada à expectativa do setor por uma ampla renegociação das dívidas, levando parte dos produtores a adiar o pagamento de financiamentos. O segmento produtivo defende uma solução por meio do Projeto de Lei nº 5.122/2023, aprovado pelo Senado e atualmente em tramitação na Câmara dos Deputados. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.