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03/Jul/2026

Plano Safra 2026/27: críticas da bancada ruralista

A vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), senadora Tereza Cristina, contestou a classificação do Plano Safra 2026/27 como recorde e avaliou que o programa não apresenta medidas suficientes para enfrentar o endividamento dos produtores rurais. O posicionamento foi divulgado em manifestação publicada nas redes sociais após o lançamento do programa pelo governo federal. O Plano Safra 2026/27 disponibiliza R$ 610,3 bilhões em recursos para financiamentos destinados a pequenos, médios e grandes produtores, valor 2% superior ao da temporada anterior. Entretanto, o aumento anunciado não caracteriza um programa recorde, uma vez que parte dos recursos está vinculada a fundos com taxas de juros mais elevadas e que, segundo a senadora, não integram o crédito rural tradicional.

A representante da FPA também criticou a ausência de medidas voltadas ao enfrentamento do endividamento rural e destacou que o lançamento do programa ocorreu sem anúncios relacionados ao seguro rural, cujo orçamento foi reduzido em 50%. Esses fatores ampliam as preocupações quanto à capacidade de financiamento da safra 2026/27. Houve redução de aproximadamente 30% nos recursos destinados às operações de custeio. Embora as taxas de juros tenham sido reduzidas em relação ao ciclo anterior, elas permanecem em patamar considerado elevado, o que tende a limitar a contratação de financiamentos pelos produtores junto às instituições financeiras. A parlamentar também afirmou que o elevado nível de endividamento do setor continua sendo um dos principais desafios para o financiamento da produção agrícola.

O Senado aprovou um projeto voltado à criação de mecanismos para equacionar as dívidas dos produtores rurais, mas a proposta permanece em tramitação na Câmara dos Deputados. Além das críticas ao conteúdo do Plano Safra, Tereza Cristina destacou que, pela primeira vez desde o início dos lançamentos do Plano Safra, a cerimônia ocorreu sem a presença do presidente da República. A senadora argumentou que o agronegócio tem papel relevante na formação do Produto Interno Bruto (PIB), no desempenho da balança comercial brasileira e na geração de quase 30% dos empregos formais do País. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.