02/Jul/2026
A EY avaliou que a redução de até 1,5% nas taxas de juros das linhas de crédito subsidiado e a ampliação dos recursos destinados aos investimentos estruturais são os principais avanços do Plano Safra 2026/27. As medidas contribuem para reduzir a pressão financeira sobre os produtores rurais, embora o volume total de R$ 610,3 bilhões tenha ficado abaixo das expectativas apresentadas pelo setor produtivo. O Plano Safra apresenta evolução qualitativa ao ampliar os incentivos para investimentos estruturais e fortalecer instrumentos voltados ao aumento da sustentabilidade, da eficiência produtiva e da resiliência do agronegócio brasileiro. Entre os destaques está a redução das taxas de juros do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), que passaram de 10% ao ano para 9% ao ano.
Nas linhas de custeio destinadas à agricultura empresarial, as taxas recuaram de 14% ao ano para 12,5% ao ano, movimento que, na avaliação da consultoria, tende a amenizar parte dos impactos dos elevados custos de produção e da volatilidade dos mercados. Destaque para o aumento de 38% dos recursos destinados aos investimentos estruturais em relação à safra anterior. A expectativa é de que a ampliação dos recursos estimule projetos de modernização de máquinas e equipamentos, expansão da infraestrutura de armazenagem, digitalização das propriedades e outras iniciativas voltadas ao aumento da produtividade e da eficiência operacional. Outro aspecto destacado é a maior integração de critérios de sustentabilidade na concessão do crédito rural.
A avaliação é de que aspectos relacionados à governança, à conformidade ambiental e à transparência passam a exercer influência crescente sobre as condições de financiamento. Nesse contexto, produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado tendem a ter acesso a condições mais favoráveis de crédito, enquanto operações que não atendam aos critérios socioambientais poderão enfrentar maior rigor na análise e concessão dos financiamentos. Essa estratégia reforça a tendência de um crédito rural mais seletivo, direcionando incentivos para produtores e empresas que adotam práticas de gestão de risco, conformidade regulatória e sustentabilidade, além de contribuir para ampliar a capacidade do setor de enfrentar eventos climáticos extremos e oscilações do mercado internacional. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.