01/Jul/2026
O dólar encerrou a sessão desta terça-feira (30/06) em leve queda no mercado doméstico, negociado na faixa de R$ 5,16, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana frente a parte das divisas emergentes. Apesar do recuo, o movimento de fim de mês e de semestre manteve a volatilidade em nível contido, com pouca liquidez e postura cautelosa dos agentes financeiros. Ao longo da sessão, a moeda oscilou em faixa estreita após abertura mais pressionada, quando chegou a superar R$ 5,20. O comportamento foi influenciado por ajustes técnicos e rolagem de posições no mercado futuro, além da disputa pela formação da taxa de referência do fim de período.
No fechamento, o dólar registrou queda de 0,22%, a R$ 5,16. No acumulado de junho, porém, o dólar avançou 2,38% frente ao Real, após alta de 1,82% em maio, refletindo a combinação de fatores externos e domésticos. No ano, a moeda ainda acumula recuo de 5,94%, apesar da recuperação recente. O mês de junho foi marcado por fortalecimento global do dólar, sustentado por dados mais fortes da economia dos Estados Unidos e revisões nas expectativas sobre a política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). Ao mesmo tempo, o Real apresentou pior desempenho relativo em relação a outras moedas emergentes, influenciado por fatores internos, incluindo preocupações fiscais e ruídos políticos associados ao cenário doméstico.
No ambiente externo, o recuo das cotações do petróleo ao longo do mês também impactou o fluxo cambial, após um período de alta anterior que havia favorecido exportações brasileiras. A commodity encerrou junho com queda expressiva, embora ainda acumule valorização no ano. O índice do dólar (DXY), que mede o desempenho da moeda frente a uma cesta de seis divisas fortes, manteve estabilidade e fechou o mês de junho com alta superior a 2%. Entre moedas desenvolvidas, o iene atingiu os níveis mais baixos desde a década de 1980, elevando expectativas de intervenção cambial.
As projeções para o Real seguem condicionadas ao comportamento do dólar global e à divulgação de novos dados da economia norte-americana, com destaque para o relatório de emprego. A leitura do mercado é de que um cenário de atividade mais fraca nos Estados Unidos poderia reduzir a expectativa de juros elevados, abrindo espaço para alívio do dólar e eventual suporte às moedas emergentes. Instituições financeiras apontam ainda que o saldo comercial brasileiro permanece positivo e tende a sustentar parcialmente o câmbio, embora a perspectiva de desaceleração econômica e aumento de incertezas fiscais mantenha projeções de leve depreciação do Real no médio prazo. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.