01/Jul/2026
O Plano Safra 2026/27 oferecerá na temporada que começa nesta quarta-feira (1º/07) um total de R$ 525,1 bilhões em financiamentos para médios e grandes produtores, 1,7% a mais do que a oferta de crédito na temporada 2025/26, de R$ 516,2 bilhões. Trata-se de um aumento de R$ 9 bilhões em recursos. Nesta terça-feira (30/06) foi realizada a cerimônia de lançamento do Plano Safra 2026/2027. A cifra inclui R$ 194 bilhões em recursos de Cédulas de Produto Rural (CPRs) originadas de Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e da aplicação da poupança rural com direcionamento obrigatório. O governo considera os recursos de CPRs no cálculo final em virtude da isenção fiscal das LCAs direcionadas para o crédito rural, portanto, possuem renúncia fiscal e subvenção do Executivo.
O Plano Safra 2026/27 reafirma o papel do crédito rural como instrumento estratégico para ampliar a produção agropecuária, fortalecer a renda no campo, garantir o abastecimento e a segurança alimentar, impulsionar as exportações e elevar a competitividade do agronegócio brasileiro, afirmou o Ministério da Agricultura. Do montante total, serão disponibilizados R$ 384,9 bilhões para custeio e comercialização no Plano Safra 2026/27, 7,2% menos que na temporada passada (R$ 414,7 bilhões). Para as linhas de investimento, serão destinados R$ 140,2 bilhões, 38% mais que os R$ 101,5 bilhões da temporada passada.
O governo cortou as taxas de juros do Plano Safra 2026/27 em quase todas as linhas de crédito da agricultura empresarial entre 0,5% e 1,5%, para 8% ao ano a 12,5% ao ano, entre as linhas de custeio e investimento. No Plano Safra anterior, os juros oscilavam de 8,5% a 14%. A redução de juros era o principal pleito do setor produtivo para o Plano Safra. A diminuição superou a queda da Selic acumulada no período, que saiu de 15% ao ano para 14,25% ao ano em um ano. Uma das principais alterações foi feita no custeio empresarial, cujos juros saíram de 14% ao ano para 12,5% ao ano. Um dos principais avanços do Plano Safra 2026/27 é a redução das taxas máximas de juros em linhas estratégicas da agricultura empresarial.
A queda da taxa Selic abre uma importante janela para a redução do custo financeiro do produtor e para a ampliação da capacidade de contratação do crédito rural. Com juros menores, o produtor ganha mais previsibilidade para planejar a safra, realizar investimentos na propriedade e organizar sua atividade produtiva. O Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) terá R$ 72,6 bilhões em recursos com taxas controladas, 5% mais que os R$ 69,1 bilhões da safra anterior. Os juros dos financiamentos do Pronamp serão de 9% ao ano, 1% abaixo dos 10% ao ano da temporada 2025/26. A ampliação de recursos para financiar médios produtores foi uma das prioridades do Ministério da Agricultura no Plano Safra atual.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo federal fez um "esforço grande" para conseguir harmonizar as necessidades do agronegócio com as possibilidades das contas públicas. Durigan também exaltou os resultados recordes de safras agrícolas no Brasil nos últimos anos e disse que o Plano 2026/27 será mais um recorde, possibilitará que o setor siga entregando esses resultados, mesmo num cenário de endividamento dos produtores. O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, afirmou nesta terça-feira (30/06), que houve uma decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de ampliar os recursos destinados ao Plano Safra 2026/27, com aumento de 42% nos valores destinados à subvenção das operações de crédito rural. Segundo ele, a medida demonstra que as prioridades de um governo podem ser observadas na forma como os recursos do Orçamento da União são direcionados às diferentes atividades econômicas.
“Vale ressaltar que, neste Plano Safra, o volume de recursos alocados ao Tesouro Nacional cresceu 42% em comparação com o ciclo anterior. Isso é resultado do trabalho liderado pelo próprio presidente Lula, que supervisionou pessoalmente o desenvolvimento deste Plano. Sempre com a convicção de que era possível conciliar as responsabilidades fiscais com a expansão sustentada do crédito”, afirmou durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra 2026/27 da agricultura empresarial. Durante a cerimônia, o ministro destacou que o Plano Safra para a agricultura empresarial alcançou R$ 525,1 bilhões para médios e grandes produtores na temporada 2026/27, ante R$ 516,2 bilhões no ciclo anterior.
De acordo com ele, o programa não apenas avançou em volume de recursos, mas também trouxe melhorias nas condições de financiamento. André de Paula ressaltou que foi ampliado o apoio aos médios produtores, com aumento de 5% nos recursos destinados ao Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Segundo ele, o crescimento da oferta de crédito demonstra que é possível conciliar responsabilidade fiscal com a expansão sustentável do financiamento ao agronegócio. O ministro afirmou que o Plano Safra se consolidou como a principal política pública de crédito do País, garantindo previsibilidade aos produtores rurais e contribuindo para a oferta de alimentos a preços mais acessíveis à população.
“O Plano Safra pertence ao Brasil”, disse, ao lembrar que o programa remonta ao primeiro governo Lula e continua sendo o principal alicerce do financiamento da agricultura brasileira. Ao defender a relevância do agronegócio nacional, André de Paula afirmou que poucos países reúnem simultaneamente recursos naturais, ciência agrícola, capacidade produtiva, segurança alimentar e força exportadora como o Brasil. Segundo ele, o Plano Safra recorde reafirma o compromisso do governo com um setor responsável por alimentar o País e fortalecer a presença brasileira nos mercados internacionais. O ministro também destacou o crescimento das fontes privadas de financiamento do setor, citando a expansão das Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e das Cédulas de Produto Rural (CPRs).
No Plano Safra 2026/27, os recursos de CPRs lastreadas em LCAs e na poupança rural somam R$ 194 bilhões e foram incorporados ao cálculo total do programa. Na avaliação de André de Paula, o Plano Safra 2026/27 representa um projeto de longo prazo para o Brasil. O ministro acrescentou que o governo pretende superar, até o fim deste ano, a marca de 700 mercados internacionais abertos para produtos agropecuários brasileiros. Por fim, o titular da Agricultura agradeceu a atuação do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmando que ele tem exercido protagonismo em iniciativas voltadas ao fortalecimento do agronegócio brasileiro.
Ainda, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta terça-feira (30/06) que os juros do Plano Safra 2026/27 para médios e grandes produtores rurais caíram mais, proporcionalmente, do que a taxa básica de juros (Selic), representando juros ainda mais baixos para o agronegócio brasileiro. "Esse era o objetivo, aumentar o Plano Safra e reduzir os juros. O ministro Dario (Durigan) colocou, juros que eram em 14%, vieram para 12,5%, o que era 10%, foi para 9%. Veja que a Selic caiu de 15% para 14,25%. Ela caiu 5%, os juros caíram mais de 10%. Menores juros com o maior volume de recurso para o Plano Safra", disse durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra. Alckmin destacou que o programa contará com volume recorde de recursos, totalizando R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial.
Segundo ele, o novo Plano Safra combina expansão da oferta de crédito com condições mais favoráveis de financiamento ao produtor rural. Também falou que a expectativa é de colheita de 353 milhões de toneladas de grãos neste ano. O vice-presidente citou que o Brasil conseguiu bater recorde de exportação de alimentos e ainda assim sair do Mapa da Fome da ONU. Também afirmou que o governo brasileiro lançou linha de crédito com juros de 9,2% para o financiamento de máquinas e implementos agrícolas por meio do Move Brasil. Disse, ainda, que 26 Estados aderiram à isenção do PIS/Cofins no combustível. Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.