01/Jul/2026
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice de Preços ao Produtor (IPP), que inclui preços da indústria extrativa e de transformação, registrou queda de 0,30% em maio. A taxa de abril foi revista de uma elevação de 2,63% para um avanço de 2,62%. O IPP mede a evolução dos preços de produtos na "porta da fábrica", sem impostos e fretes, da indústria extrativa e de 23 setores da indústria de transformação. Com o resultado, o IPP de indústrias de transformação e extrativa acumulou uma elevação de 4,80% no ano e aumento de 1,99% em 12 meses. Considerando apenas a indústria extrativa, houve recuo de 5,90%, após alta de 4,86% em abril. A indústria de transformação registrou variação negativa de -0,01% em maio, ante uma elevação de 2,50% em abril. Os preços médios dos alimentos recuaram em 2,05% em maio ante a abril. Com isso, depois de dois meses com variações positivas na comparação mensal, acumulado no ano, que era de 2,37% em abril, chegou a 0,27%.
A variação anual manteve-se no campo negativo, passando de -6,96% em abril para -7,84% em maio. É o nono mês consecutivo de recuo. O setor de alimentos é o de maior peso na indústria brasileira e, no caso do IPP, sua contribuição em maio foi de 23,09%. Quatro produtos tiveram as maiores influências para o resultado na passagem de abril para maio: açúcar VHP (very high polarization), leite esterilizado/UHT/Longa Vida, café torrado e moído, e açúcar cristal. O recuo nos preços dos açúcares está em linha com o avanço da safra da cana-de-açúcar e da apreciação do Real frente ao dólar, de 1% na comparação mensal; de 8,6%, no acumulado no ano. Em relação ao café, o período da colheita dos grãos, somado à apreciação do Real, explica também a queda no preço. No caso de leite, o comportamento espalhado de redução dos preços entre as empresas foi justificado ora por uma baixa no preço do leite cru, ora por oportunidades específicas de mercado.
Sete das 24 atividades industriais apresentaram variações negativas de preço em maio. Alimentos foi a atividade industrial com maior influência no resultado agregado do IPP, que caiu 0,30% em maio ante abril. Os preços no setor caíram 2,05% na comparação mensal, e subtraíram 0,48% da variação do índice cheio. Ainda neste quesito, também se sobressaiu a queda de 5,90% nos preços da indústria extrativa. O recuo ocorre após dois meses seguidos de altas, e o resultado subtraiu 0,30% na variação do IPP. O resultado da indústria extrativa reflete influência dos preços de produtos como minério de ferro e petróleo no mercado internacional. Em sentido oposto, o cobre e o gás natural atuaram para conter a queda observada no setor. Entre as atividades do IPP em que houve alta nos preços, os destaques foram borracha e plástico (4,80%, somando 0,20% à variação do índice) e outros produtos químicos (2,14%, com acréscimo de 0,19%). Fonte: Broadcast Agro. Adaptado por Cogo Inteligência em Agronegócio.